#semanadamulher

Sei que na semana passada fui displicente com o blog, mas é difícil muitas vezes ter trabalhos, treinos e ainda manter isso aqui super atualizado. No entanto, queria dar uma gás especial essa semana, pois comemora-se o Dia Internacional da Mulher no dia 08 de março.

É uma celebração histórica, mas por vezes polêmica. Não que não seja importante ter um dia para refletir sobre os direitos que ainda não temos, sobre o respeito que ainda precisamos e sobre a violência diária que mata. Todas essas pautas são essenciais e urgentes. A pauta ganha força nesse dia e nessa semana, mas esse assunto deveria ser debatido todos os dias.

Esse post NÃO tem como objetivo debater o que é feminismo. Só tô me propondo a falar de algumas coisas que enxergo e ajudar a promover o debate.

Acredito que cada mulher pode fazer a sua parte. Desconstruindo o discurso machista NOSSO e de cada um daqueles que nos cercam.
É um dever quase que diário para nós. No ambiente de trabalho, na rua, na criação dos nossos filhos, na nossa família, nos nossos relacionamentos, etc.

E tem mulheres que nos ajudam muito e dão voz as pautas muitas vezes esquecidas.
Claro que não tenho a pretensão aqui de pontuar uma a uma. Todas as mulheres são especiais e essenciais nessa luta. Colocarei só algumas que para mim se destacam:

  1. Emma Watson: a atriz de 26 anos é uma defensora dos direitos das mulheres. Ela é Embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres e ajudou a coordenar uma campanha grande em 2014 do HeforShe, que promove a igualdade entre os gêneros.
    A atriz se envolveu numa polêmica na semana passada porque posou para Vanity Fair com os peitos expostos e foi alvo de crítica por “trair os ideais do feminismo”. Ela respondeu: “o feminismo não é um pau que se usa para bater em outras mulheres”. Segundo ela, essa situação “revela sempre quantos equívocos e quantos mal-entendidos existem sobre o que é o feminismo”. Ela disse: “Feminismo é sobre dar às mulheres a opção de escolherem. Feminismo não é um pau que se usa para bater em outras mulheres. É sobre liberdade, libertação, igualdade”

Para mim, esse é um debate constante. Não faço parte de fóruns feministas, mas alguns assuntos me chamam atenção. Antes de mais nada, qualquer extremismo é prejudicial a promoção do debate. Sendo assim, gosto de ouvir, mas gosto de ser ouvida também. Acho que as mulheres têm péssimo hábito de apontar dedos. E isso já é ruim para o movimento de fortalecimento dos gêneros.

2. Beyoncé: a cantora é diva assumida e canta muito sobre empoderamento feminino. Ela tem feito músicas maravilhosas sobre o tema. Em entrevista à revista Elle, ela falou que colocou a definição de feminista em sua música Flawless. “Não por propaganda ou para proclamar ao mundo que eu sou feminista, mas para deixar claro o verdadeiro significado. Eu não tenho certeza que as pessoas sabem ou entendem o que é feminismo, mas é muito simples: é alguém que acredita em direitos iguais para homens e mulheres. Eu não entendo a conotação negativa do mundo ou porque isso deveria excluir o sexo oposto.”

 

3. Shonda Rhimes: a produtora fodástica que escreve Grey´s Anatomy, Scandal e How to Get away with murder. Ela simplesmente criou as personagens femininas mais fortes hoje da TV americana. As médicas de Grey´s Anatomy, Olivia Pope em Scandal ou a candidata a presidência Mellie Grant e por fim a maravilhosa Viola Davis em How to get away with murder. Todas essas personagens criadas pro Shonda são muito bem construídas.  Em entrevista à revista Elle, Shonda disse: “A beleza de ser uma feminista é que você começa a ser o que quiser, e esse é o ponto”.

Precisamos desse tipo de papéis na TV. Infelizmente, ainda precisamos mostrar que as mulheres são tão boas ou melhores que os homens em seus trabalhos, que ser mulher não é ser necessariamente frágil, mas que sim temos fraquezas e tudo bem.

Essas figuras públicas ajudam na desconstrução do machismo e nos ajudam a espalhar esse movimento. No entanto, tem pessoas no nosso dia a dia que certamente nos inspiram.
Eu mesma, ao responder o projeto da fotografa Luisa Dale, disse para ela quando ela me perguntou sobre como me descobri feminista:

“Eu acho que esse processo demorou. Já adulta que fui perceber a importância disso. Não fui uma criança ou adolescente engajada. Apesar de considerar que tive uma criação bem liberal nesse sentido, eu ainda tinha resquícios naturais da sociedade machista. Minhas amigas me inspiram muito e minha irmã, principalmente. Acho que fui me apegando a histórias e fui construindo esse processo feminista em mim. Como jornalista e mulher, sinto a necessidade de debatermos cada vez mais. Ainda estamos muito atrás do considerado aceitavel, mas o importante é dialogar! Eu sinto que as mulheres fazem isso naturalmente e diariamente e me orgulho demais disso. Cada uma com seu jeito e é lindo de ver esse movimento crescendo, se fortalecendo, se diversificando.”

 

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