se jogue mais!

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Qual foi a última vez que você se arriscou por você? E que se jogou numa aventura?

Acho que a resposta certa deveria ser no mínimo uma vez por semana.  Mas o medo, a insegurança, a dificuldade de se entregar ao incerto paralisam. Eu sou extremamente metódica. Sou assumidamente medrosa. E por isso, muitas vezes prefiro a minha zona de conforto.

Amo rotina. Amo saber o que vou fazer quando acordo, amo ter tudo anotado na agenda.  Já fui criticada por isso. Fui chamada de metódica em excesso, beirando a neurose. Minha psicóloga do Rio, inclusive, sempre falava que eu tinha que aprender a ser mais espontânea.

Planejamento é bom, especialmente o financeiro. Nos permite muito. Mas planejamento em excesso quebra o elemento surpresa.

A zona de conforto é exatamente onde não temos mais elementos surpresas. Já sabemos exatamente o que esperar. E pior, achamos isso bom! Porque eles nos desequilibram, tiram muitas vezes o nosso chão, mas são o começo de uma revolução.  Sabe aquele momento que sua vida vira de cabeça para baixo e parece que nunca mais você vai conseguir se organizar? Pois é.

Respire fundo. Sua vida tá prestes a mudar para melhor.

Para pessoas ansiosas como eu, isso por si só já é um baita desafio.

Se apaixonar, mudar de emprego, fazer intercâmbio, estudar fora, ter filhos. Tudo é uma forma de se arriscar. Você se joga no mundo e espera as recompensas. Elas virão.

E não tô falando só dessas coisas grandes; dos chamados sonhos. Tô falando de pequenas aventuras: um passeio na trilha para chegar numa cachoeira que você não achou que era capaz, dar uma segunda, terceira, quinta, vigésima chance ao amor, dar uma nova chance a um velho amigo, ler um livro pela segunda vez ou ver um filme que você nunca veria.

Ou mesmo a espontaneidade de sair sem combinar, de fazer o que dá na telha, de correr quantos quilômetros estiver afim, de faltar a academia para ir ao cinema ou jantar gordice com os amigos.

Se arrisque para sair da rotina. Não tenha tantas regras. Se jogue sem medo se for para mudar o rumo das coisas, mesmo que seja só o rumo da prosa. A impressão que eu tenho é que vamos nos recolhendo na mesmice. Em compromissos que não são nossos, em sonhos que não são nossos.

Firme mais compromissos diários com você. A sua felicidade deveria ser o maior deles. A gente firma compromisso com o banco, com a concessionária do carro, com a escola do filho, com a nutricionista, com o chefe, com a academia, mas dificilmente com a gente.

Eu acho que temos dificuldade de entender que somos a principal peça no jogo de xadrez da nossa vida. Esperamos que o outro nos faça feliz, que um trabalho nos faça feliz. Colocamos expecativas nas escolhas alheias, mas não pensamos que temos que começar simplesmente por pensar na gente para que as coisas se encaixem.

E com isso vamos nos acomodando. Acomodação em uma vida que muitas vezes idealizamos, mas que na prática nem sempre funciona. Ou até funcionou por um tempo, mas está deixando a desejar.

Não tenha medo de admitir um erro. De reconhecer um fracasso. De dar o braço a torcer, de voltar atrás, de encarar a infelicidade e as decisões difíceis. Todas essas coisas acontecem quando têm que acontecer e percebê-las é o caminho mais rápido para a felicidade.

Um dos maiores riscos da vida certamente é o amor. O amor é um risco em si. E não tem seguro, não tem garantias. Ainda assim, é o melhor risco. O amor é comprar passagem só de ida, é se jogar de olhos fechados, é entregar todos os seus pertences, incluindo o mais valioso deles: o seu coração.

E ainda assim acho não tem uma pessoa que diria que não quer se apaixonar de novo. E de novo. E de novo. Eu sou fã assumida do amor. E topo qualquer aventura com ele!

Comece hoje. Com planos pequenos ou com planos grandes. Se jogue em algo de cabeça, sem olhar pra trás. 

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