Rolê de Mãe: conexão com a barriga

Oi!

Mais um Rolê de Mãe escrito. Espero pelo menos que sejam tão legais quanto os vídeos para vocês.
Pensem numa grávida corrida e cansada? Eu! Trabalho tá puxado e quando chego em casa tô exausta. Juro que final de semana se eu pudesse e aguentasse só sairia para comer e olhe lá!

Eu cresci querendo ser mãe. Sim, era um desejo antigo. Por momentos da minha vida questionei se queria mesmo isso. Mas no fundo no fundo nunca houve dúvida. Então, sempre me idealizei uma grávida apegadíssima com a barriga. Tinha certeza absoluta que ia curtir muito.

Veio a gravidez. Minha barriga, como vocês acompanharam, demorou para aparecer. Ficou meio esquisita, espalhada. E eu sempre imaginei aquela barriga redondinha de filme e novela né? Queria me sentir A GRAVIDA. Mais uma das tantas besteiras que vi que não tinham nada a ver.

Talvez porque idealizei tanto uma barriga de novela, eu não consegui criar uma conexão instantânea com a barriga. Ou com a Sofia. Claro que desejava minha filha, amava ver as ecografias, mas não conseguia me conectar tanto com a Sofia na barriga. Eu demorei até começar a falar com ela, demorei a fazer carinho. Enfim, pode ser que muitas pessoas me achem estranha, mas eu li alguns relatos de mães parecidos. Acho que porque durante a gravidez não temos sempre contato com o bebê, muitas grávidas se apegam tanto a barriga. Como se fosse a única conexão real com o bebê.

Pois é. Eu não senti isso até a Sofia começar a mexer, que foi lá pela 22 semana. Ainda assim, não era sempre que ela mexia. Então, muitas vezes essa expectativa me causava mais ansiedade do que conexão em si. Me senti meio desnaturada, sabe? Pensei: “meu deus, como sou esquisita. Não consigo criar laços com a barriga e minha filha tá dentro dela.” Mas aí parava para pensar: dentro dela atrás de mil camadas.

A conexão para mim passou a ser uma coisa meio cósmica de energia mesmo, como tantas outras coisas que tento construir na vida. Cada vez que comprava algo para Sofia, cada vez que falava no nome dela, cada vez que lia algo sobre a gravidez, cada vez que meditava e pedia proteção para nós duas, etc.  Foi assim que fui construindo uma relação com minha filha. Relação essa que convenhamos é difícil porque é toda construída na base da imaginação, né?

Fui me conformando que tudo bem ser assim porque tenho certeza que na hora que olhar para Sofia será tão real que nada que do imaginei antes fará sentido. Estou idealizando de novo, né? Mas essa é a conexão que sei que temos. Eu sinto.

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Somente agora no meio do oitavo mês que estou começando a interagir mais com a barriga porque a Sofia tem mexido muito. Aí acho gostoso, me empolgo. Sempre tento filmar. Eu criei meio que um vício de sentir ela mexendo sempre que deito para relaxar. Criei nosso momento.

 

 

 

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