reta final gravidez: reflexões

Bom dia!

Mais uma vez desculpas pela ausência de posts e vídeos novos. Tem sido difícil atualizar o lovemojitos.com semanalmente, mas como em outras fases que ele ficou meio largado, não vou desistir. Inclusive, para 2018, estou planejando coisas maravilhosas. Só encaixar tudo direitinho com a rotina da Sofia e conteúdo não faltará. Obrigada a todos pelo amor, paciência e compreensão.

Hoje quis falar um pouquinho sobre como tem sido esses últimos meses de gravidez. O terceiro trimestre começou a pesar para mim só agora mesmo, lá pelo meio do oitavo mês. O engraçado é que as pessoas passam a gravidez inteira te perguntando como você tá. E eu sempre respondia “ótima, graças a deus”. Aí agora no finalzinho se acrescento algo sobre estar cansada ou com dor nas costas, as pessoas me olham com olhar meio de tipo “ah, isso é normal.Não reclama”.

Ainda assim, durante a gravidez, me senti muito amada por todos. Sim, têm muitos julgamentos e às vezes cuidados em excesso e preocupações, criticas ou opiniões. Verdade. Mas sei que isso piora com o nascimento da criança. Então, eu usei esses 9 meses para me transformar em uma figura mais zen, mais conectada comigo mesmo, menos preocupada com os outros e segura das minhas convicções.

Tive enjoos nos 4 primeiros meses, mudei algumas coisas da minha alimentação e tentei mudar outras tantas. Hábitos adquiridos ao longo da vida dos quais não me orgulho. Me cobrei muito por isso. MUITO. Percebi que não adiantava sofrer.

Me permiti comer o que queria. Me permiti pela 1 vez na vida ser preguiçosa caso sentisse necessidade, me permiti dormir mais, sair mais confortável. Realmente foi um período em que me dei autos. Sem pensar muito no futuro. Fui aprendendo aos poucos a missão quase impossível de não ansiar pelas coisas. Afinal, são 9 meses da maior ansiedade da sua vida que não adianta ser ansioso. Paradoxo, não? Muito!

Eu fui tentando aceitar que não vou me mudar toda em 9 meses, que esse é um processo de vida que começa com a Sofia.

Do 5 ao 7 mês, me senti ótima. Bem disposta, animada. Casei, viajei, fiz enxoval. Quis realmente me dedicar a mim e minha família. Fui até anti-social por preguiça na maioria das vezes. Estava serena aguardando a Sofia. Vendo a barriga crescer no ritmo dela, sem agonia.

Agora do meio pro final do oitavo mês, começou a bater aquela ansiedade. O quartinho dela tomando forma, as consultas médicas intensificando, a barriga finalmente enorme, as dores nas costas, a azia, o refluxo, a falta de ar… haha. Sim, vivemos isso tudo.

Começou a bater aquela ansiedade louca para ver a carinha dela. As pessoas perguntam todos os dias quando ela nasce. Eu me pergunto todos os dias se ela vai nascer na data prevista ou possivelmente adiantar. Muitas coisas se passam diariamente pela nossa cabeça. E o que podemos fazer? Nada. Esperar.

Vou ao cinema quando dá, saio para comer, elegi uma série antiga (nova para mim) para chamar de minha e assim vai passando o tempo.

Uma coisa que não mudou a gravidez inteira foi a saudade insana de treinar. Eu estava treinando para uma maratona antes de engravidar e isso me fez falta. A chocante troca de rotina me abalou. Não falo muito sobre isso. Tentei priorizar outras coisas, como as possíveis mudanças alimentares, receitas diferentes na cozinha… não queria planejar minha volta porque ainda não sei como será minha rotina com a Sofia, não sei como será a amamentação e ela é prioridade.

Mas confesso que a corrida fez falta todos os dias desses 9 meses. Pense: nove meses é coisa para cacete. Meu 2017 se divide em antes e depois da Sofia.

A saudade da corrida e dos treinos é real e traz uma preocupação que muitas vezes tento desviar ou pensar que tudo bem, meu corpo tem memória.

Mas e se nunca mais for igual?
Vejo tantas mães atletas que voltaram e estão ainda melhores. Sim, MELHORES. Tudo na vida é ajustável, né? E eu sei que com força de vontade é possível organizar tudinho do jeito que quero e preciso.

Uma coisa que estou aprendendo é a não ficar ansiosa com o como será. Não adianta planejar nada agora.

E nisso a meditação tem me ajudado bastante: acalmar a mente,
Por incrível que pareça a Sofia da barriga me dá uma certa serenidade.

 

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