reflita sobre a gratidão

Eu me policio de verdade para não ser uma pessoa reclamona. Tento diariamente ver onde posso evoluir no meu processo de autoconhecimento para ser uma pessoa melhor. Sim, é um exercício diário. No entanto, tem algumas coisas (claro) que ainda me tiram do sério. Não sou um robô, graças a deus!

Uma delas é ficar doente.
Meu deus como isso me desestabiliza tanto fisica quanto emocionalmente.

Primeiro porque me tira completamente da rotina. Sou uma pessoa ligada no 220v. Faço mil coisas por dia e amo ser assim. Acordo cedo, faço minha comida, ando para lá e pra cá. Na época que eu estava correndo, então! Nossa, eu quase surtava.

Segundo porque fico irritada sem entender como deixei aquilo acontecer. Sim, sou controladora. Penso, estou comendo bem, me exercitando, dormindo. Como fiquei doente?

Não sou nada agradável quando doente,  me leva automaticamente a um comportamento ruim de reclamações. Não gosto de nenhuma dessas 3 Paulas que surgem.

Pode ser uma virose. Daquelas que derruba. Ou uma conjuntivite como recentemente. Ou até uma infecção urinária grave, como tive esses dias.
A gravidez tem intensificado esse lado “fraco” em mim e isso me deixa chateada. Primeiro, porque ODEIO tomar remédio! ODEIO, odeio, ODEIO! Sei que cuidar da alimentação é o primeiro grande passo para depender menos de química. E nunca antes na vida me cuidei e me preocupei tanto com minhas escolhas como agora.

OBS: me irrita ainda mais quando as pessoas afirmam que estou doente porque como mal por estar evitando proteína animal. Pelo amor de Deus!
Abram a mente!

A minha primeira reação quando fico doente é – de forma dramática – falar: “Por que eu, por que agora? Era tudo que eu não precisava para essa semana”.

Mas será que não é meu corpo avisando que preciso desacelerar? Preciso entender algo que ele quer que eu entenda?
Talvez pensando por esse lado seja exatamente o que precisamos, na hora exata. Deus e a natureza sabem o que fazem.

Sim, o corpo manda sinais. A doença nada mais é do que ele nos dizendo que algo não tá encaixando legal.
No meu caso agora com a infeção urinaria, encarei como o ultimato do meu corpo. Passei anos sem beber agua direito. Se bebia um litro por dia era muito e meu corpo não aguentava mais. Pifou para me mostrar que preciso prestar mais atenção nele!

Às vezes, uma doença é uma forma de nos mostrar que não somos invencíveis. Que precisamos olhar MAIS pra gente, MENOS pra vida dos outros. Que também precisamos nos atentar aos nossos detalhes. Isso é cuidado!

A verdade é que escutamos e falamos muito sobre gratidão, mas será que somos verdadeiramente gratos? A gratidão é diária. Tem a ver com dormir e acordar grato pela chance de estarmos ali. Isso já é motivo mais do que suficiente para sermos gratos! Não é preciso nada “extraordinário” ou diferente acontecer. A vida acontece das formas mais belas todos os dias. E deixamos passar enquanto esperamos um dia melhor, uma festa melhor, uma viagem melhor.

Sim, parece clichê e super Poliana né? Mas eu não me importo.
Agradecer deve ser um hábito!

Reclamar, infelizmente, ainda é um hábito cotidiano do ser humano. Reclamamos sem nem perceber.
Como será que podemos transformar agradecimentos em algo orgânico? Basta praticar.

Na meditação mesmo, há como praticar as afirmações positivas.
Por exemplo:

Eu sou grata por hoje.
Eu sou grata por tudo que tenho.
Eu sou grata por estar rodeada de amor.

Eu sou grata pelo aprendizado.
Eu sou grata…

e assim vai.

Diariamente.
Feche os olhos algumas vezes por dia e pare para agradecer.

Seu dia ganhará novas cores <3
Eu tenho muito esses momentos quando me pego apreciando o por do sol ou um ipê, por exemplo.

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