quando dá errado

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Sábado, 29 de outubro. Meu aniversário.
A planilha dizia que meu treino seria de 30 km. Estava a semana toda pegando leve para treinar bem no sábado. Acreditem: há jeitos de pegar mais leve do que eu pego. Sempre tem, mas eu sou teimosa, né?

No entanto, dessa vez (assim como na vez que corri 25km no Rio) na sexta, respeitei o day off, comi massa à noite, comprei isotônico. Me abasteci de carbo gel, fiz lista no Spotify.
Preparei tudinho. Tava nervosa. Dormi mal. Ansiosa.

Meu máximo até então tinha sido 25km no Rio e não teve preparação especial. Só fui com meus carbo gels. Com isso, minha confiança ficou lá no alto, né? Achei que fosse ser tão molé quanto.
Mas não foi. Sábado acordei cedo, me preparei. Alonguei. Demorei mais do que o esperado para sair de casa e às 7h tava na rua para começar. Idealmente, tinha que ter saído às 6h para terminar lá pelas 9h. Ainda não estaria tão quente.

Meu boy me acompanhou de bike, o que sempre ajuda porque dá aquele alto astral, né? Ainda assim, lá pelo 7km comecei a sentir a panturilha. Nada demais, umas fisgadas. Nunca sinto nada disso. Continuei correndo na esperança da dorzinha passar. Ela amenizou e continuei.

No 15km, parei pela 1 vez. Cansada. Dor. Fiz até manha pro namorado. Ele pediu para eu segurar, diminuir o ritmo. Era um percurso com muitas subidas e na estrada.
15KM? Ainda faltava metade. Achei que fosse conseguir, mas tava muito cansada. No km 21, decidi parar. Não queria correr o risco de me lesionar.

Contei tudo para o meu treinador na segunda. Ele me perguntou: “se fosse para ir pro sacríficio, você teria completado?”
E a resposta é: teria sim. Mesmo que isso significasse me machucar, mas aí estaria no meio da maratona. Terminaria na garra.

A diferença era que o treino de sábado passado era SÓ um treino. Não era a corrida da minha vida, não era o projeto para o qual estou me preparando.
Então fui responsável. Fui madura e parei.

Nossa, mas isso frustra demais, né? Não completar um treino é muito angustiante.
Estou lidando com isso até hoje, porque um dos aprendizados da corrida – eu SEMPRE falo – é saber que dias ruins acontecem.

Já escrevi disso aqui.

É essencial sabermos a hora de parar. É essencial refletirmos sobre o que deu certo e o que deu errado.
Numa preparação extensa como a minha, terão dias maravilhosos, dias bons, dias ruins e dias péssimos. Isso faz de mim uma corredora!

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