páscoa da minha infância

Tá na moda odiar datas “capitalistas” tipo Dia das Mães, Dia dos Namorados, Páscoa, Natal. Todas essas celebrações foram transformadas em comerciais. Eu entendo esse apelo anti modinha, mas ainda assim adoro essas datas. Desde criança sempre adorei datas comemorativas.

A Páscoa era especial. Apesar de não ser muito fã de chocolate, tinha todo o ritual anterior a comilança que eu adorava. Desde que nasci até meus 16 anos, passei todos esses feriados no sítio da minha vó. Não sei o que é comemorar alguma coisa sem lembrar do sítio.

E tínhamos um ritual muito legal para Páscoa. No dia anterior, passávamos o dia todinho na varanda decorando nossos ninhos. Nada mais era do que uma caixa de papelão que colávamos uns pedaços de revista e jornal. Deixávamos todos os ninhos prontos na mesa da sinuca e no dia seguinte, o “coelhinho” – vulgo todos os adultos da casa – escondiam nossos ninhos pelo jardim. Era uma delícia. Uma gincana coordenada pelos adultos para achar os ovos de chocolate, quando na verdade os ovos eram o que menos importava.

Importava a farra de participar daquilo. Até nossas amigas quando iam passar o feriado lá ganhavam caixas para decorar os ninhos. Minha vó sempre fazia questão de comprar ovos a mais para garantir que ninguém ficaria sem.

Lembro que acabávamos tarde a confeçcão dos ninhos. A gente levava aqui muito a sério.
E lembro com muitooooo carinho até hoje de tudo isso.

Esse ano, meus primos que têm filhos fizeram algo semelhante. Achei legal manter a tradição. Se depender de mim, lá em casa será assim no futuro. Datas comercias podem ser muito legais, basta tratá-las com carinho e construir seus próprios sentidos para aquilo.

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