para que rotular?

FOTO PRINCIPAL DO POST: @criscarvalhofotografia

Por muito tempo eu busquei ou acreditei que me rotular como algo seria necessário. Não digo nem positivo, mas necessário. Achava que o mundo deveria sim ser de pessoas que tomavam certos partidos. Ou você é 100% ou você não é, eu pensava. Ainda acho em parte isso para algumas coisas, no entanto, percebo que quanto mais a gente busca se rotular, menos a gente se aprofunda na busca real por algo.

Fiz sentido?

Vou dar um exemplo, então, que tenho vivido. Desde que engravidei, venho buscando pensar na alimentação de forma mais saudável. Quem me segue faz tempo sabe que eu sempre tive meus momentos trash, mas sempre treinei muito. Portanto, a alimentação mais balanceada se fazia necessária. Até aí, ok. Mas eu sempre fui muito ligada na estética do processo e menos na transformação que ele seria capaz de me proporcionar. Ou seja, pensava que comer de forma mais saudável tinha a ver com o corpo magro que eu idealizava. Muitas vezes, a alimentação saudável aliada a exercício físico te traz sim um corpo saudável. No entanto, isso não quer necessariamente dizer que você é a pessoa mais saudável do planeta terra. Comer só frango com batata doce ou fazer dieta low carb não define quem você ê, apesar de muita gente gostar de rótulos associados a isso.

Bom, continuando na minha busca… descobri durante a gravidez que queria ser uma pessoa que comia menos proteína animal. Sim, assisti a vários documentários que me influenciaram (já até falei bastante desse meu atual momento aqui no lovemojitos.com), li bastante e tomei algumas decisões. Primeiramente, quis ser radical.

Estágio 1: “Vou ser vegana e cortar proteína animal como um todo e farei esse sacrifício pela Sofia, pelo planeta e por mim.”
Isso durou menos de um mês corrido.

Acho lindo quem de fato consegue se comprometer a ser 100% vegana, se isso fizer de você uma pessoa FELIZ, REALIZADA e saudável.
Sigo várias pessoas no instagram que são veganas e parecem ser todas essas coisas que defendi acima.

Eu acho mesmo que uma dieta 100% plant based é o melhor para o ser humano sim e para o planeta, mas hoje ainda não consigo me comprometer dessa forma.

Estou aos poucos cortando a carne vermelha (como raríssimas vezes porque ainda sou movida por desejos, mas sempre me arrependo porque sinceramente acho que me faz mal) e o frango. O peixe ainda não consegui, mas já diminui drasticamente. Eu basicamente como peixe na rua.

Leite de vaca eu não tomo. Para não dizer que não faz parte da minha semana, às vezes tem uma coisa ou outra com massa e o preparo levou leite e aí eu acabo comendo. Queijo para mim ainda é o maior desafio, porque não encontrei nada que se assemelhasse para eu introduzir na minha alimentação.

Estou aqui falando de coisas que tenho feito por mim. No início, achei verdadeiramente que precisava me rotular como vegana ou vegetariana para tudo isso valer a pena, mas eu percebi que não. As ações que tenho tomado precisam me fazer bem e só.

Um rótulo muitas vezes é um peso. Por vezes, até desestimulante.

Assisti esse vídeo recentemente e curti bastante: https://www.vox.com/videos/2017/5/27/15701168/save-animal-lives-eat-beef-not-chicken

Eu tentei fazer um desafio vegano por 30 dias e falhei. E eu não me considero pior por isso.
Eu me considero uma pessoa em eterna busca da minha melhor versão, seja abrindo mão de comer carne vermelha, comendo menos peixe, fazendo sabão em pó em casa ou testando receitas veganas.

Descobri que não preciso me rotular para me sentir bem sobre essas mudanças pessoais. No momento, é como eu consigo me comprometer.
E já me senti mal por não estar 100% rotulada, porque na minha cabeça o rótulo me dava mais certificação, mas parei com isso. Se os outros estão me julgando, não me importo. Não vou mudar o mundo num dia.

Posso começar por fazer melhores escolhas para mim, para minha filha e minha família.

 

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