O que a gente aprende

 

Se prepare. Esse não será um texto fofo.
Será mais ou menos como a sensação de levar um tapa na cara misturada com arrancar um band aid. Doloroso, mas necessário!

É daquele tipo de conselho que às vezes nem a melhor amiga tem coragem de dar.

Não é aquele tipo de conselho genérico. Tipo: “gata, desencana. O boy não quer nem ser seu amigo.” Até porque conselhos assim nunca ajudam. Se tivéssemos controle sobre desencanar ou não, já teríamos feito, né? Afinal, custo acreditar que sofremos porque queremos.

Tem coisas que não podemos mudar, mas aprendemos a lidar. E com isso a sofrer menos.

O fundamental na vida é entender que as pessoas se relacionam em círculos. Há sempre uma pessoa que corre atrás de você enquanto você está correndo atrás de outra pessoa. E assim vamos vivendo na eterna busca.  Às vezes, o universo conspira a favor do amor e uma pessoa corre ao encontro da outra e assim casais se formam e são felizes.

OK, mas antes disso acontecer, há muitos desencontros. É um jogo de gato e rato, bem me quer mal me quer e todas as tentativas frustradas do cupido acertar a pessoa certa. Essa minha percepção é antiga. Já falei dela no blog antes.

O cara que eu quero é exatamente aquele que não me quer, mas o cara que me quer é quem eu não quero. E tem uma menina também atrás do cara que me quer e uma mina que não quer o cara que eu quero. Eita, confusão danada!

Sabe aquela mensagem que você tá louca para receber do boy que você é afim? Pois é. Você vai receber do cara que você saiu uma vez e depois desencanou. Enquanto isso, a mina que é afim dele tá louca para receber essa mensagem que você desprezou. Triste esse jogo trocado, né?

É sempre assim. Quando estamos cagando, o cara cisma com você e com as mulheres funciona do mesmo jeito. Apesar de parecer que nada disso faz sentido, acredite: em algum momento fará total sentido. Todos esses desencontros são aprendizados.

Se relacionar é também aprender a lidar com a frustração. Fomos criados na maioria das vezes para achar que tudo podemos e que tudo teremos. E não é bem assim na vida real. 

Tem gente que se acha a miss bem resolvida e pode achar que correr atrás de alguém que não nos quer é falta de amor próprio. E gente, não é sempre falta de amor próprio. Às vezes é só falta de noção mesmo. E isso vai se encaixando com o tempo.

A gente precisa insistir por um tempo em algo para finalmente desencanar. Porque ainda estamos aprendendo a lidar com os foras.

O lado bom disso (porque já aprendi que tudo tem um lado bom!) é que a gente passa a avaliar melhor como tratamos o outro. Da mesma forma que não gostamos quando o boy que estamos afim nos responde de forma seca ou visualiza e não responde, também não é legal fazer isso com os outros, né?

Uma das coisas mais abomináveis que fazemos na vida nessa situações é ficar com alguém por pena. Ou falar com alguém por dó de dar um corte ou de jogar a real. Não tem nada mais deprimente que sentir pena de alguém. Certamente vocês já fizeram isso e já fizeram com você.

É tão chato viver se questionando sobre uma pessoa. Por isso, sou a favor de tentar sempre jogar a real ou perguntar na lata. Quando a gente consegue, é bom demais!

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