o amor todos os dias

Mais um Dia dos Namorados se aproxima. O segundo Dia dos Namorados consecutivo que passo sozinha.
Leia-se: solteira. Acho que é a 3 vez em 28 anos que isso acontece. Sim, namorei bastante ao longo da vida.

Mas e daí?

Bom frisar, antes que vocês comecem a imaginar uma cena para lá de Bridget Jones rolando com pote de sorvete e música de sofrência, que isso não me acarreta sofrimentos, tá? Não porque torço o nariz para data. Muito pelo contrário. Quem me conhece sabe que amo presentes, surpresas, celebrações. Vamo combinar que quem me acompanha aqui sabe que sou a maior tiete do amor que existe.

Estar sozinha e feliz é uma circunstância que independe da data comemorativa de 12 de junho.
Mas peraí: não estarei sozinha. Esse ano, vou passar a data jogando futebol com as minhas amigas. Pra mim é um domingo como outro qualquer. Ano passado, passei numa festa junina com 3 amigos e depois numa balada. É essa foto que ilustra o post.

Sobre esse domingo, se tivesse namorado, jogaria do mesmo jeito e depois comemoraríamos. Não sou daquelas que diz que tanto faz, tanto fez. Tanto faz porque estou solteira, mas se tivesse junto compraria presente e jantaria com meu namorado. Talvez não no dia de fato, porque os restaurantes ficam insuportáveis, mas comemoraria sim.

Não há nada mais bonito do que celebrar o amor. Por isso, amo aniversários de namoro, casamentos, batizados, bodas, etc. Apesar de concordar com aquele velho discurso quase “anarquista” de que não há necessidade de fixarmos uma data para nos lembrar disso, a vida é feita de momentos comerciais. E é sempre bom termos “desculpinhas” para escapar da rotina. Senão como os publicitários teriam seu ganha pão, né? Sendo assim, comemorem muito o dia do amor. Comemorem quantas vezes quiser e da forma que quiser, com quem quiser. 

Eu faço questão de viver o amor todos os dias. Deveríamos comemorar todos os dias. Por mais clichê que eu saiba que isso soa. A gente acaba levando mais no automático, como tudo na vida e a data fixada nos ajuda a parar para pensar. Então, talvez, a data valha uma reflexão: será que estou vivendo o amor que quero para mim? Será que estou sendo a namorada que devo ser? Será que sei o que é o verdadeiro amor?

Assim como estar sozinha e feliz é uma circunstância, estar num relacionamento ruim também é. Tem gente que namora por namorar. Pela simples necessidade de ter alguém do lado, mas nem sempre essa é a pessoa ideal para você. Nem sempre você está buscando sua felicidade máxima. Sei que um relacionamento não é feito só de bons momentos, é uma conquista diária. Mas no final do dia, você tem que poder balancear e ver que tem mais coisas naquela pessoa que te deslumbram do que te frustram. 

Outra boa reflexão é: por que não tratamos as pessoas como se fosse sempre Dia dos Namorados? O carinho, o amor, a paciência, compreensão e preparação desse dia devem servir de base para o ano todo. Né?

Eu defendo acima de tudo que as pessoas estejam bem com elas mesmos. Só assim você pode viver o amor plenamente. No ano passado, o LoveMojitos fez uma parceria com a Editora Guarda-chuva para divulgar o livro “Manual da mulher solteira – um guia para amar e curtir sozinha ou acompanhada”. Me rendeu textos incríveis sobre relacionamentos. Meu xodó foi o texto “Namore com você”. Reveja aqui.

Esses dias, dei uma entrevista para Rádio Paparazzi, no programa Pointmix, sobre estar feliz e sozinha no Dia dos Namorados. Já me acostumei a explicar para nossa sociedade que tudo bem estar solteira e feliz. Isso não é crime e muito menos é algo bizarro. Seja Dia dos Namorados ou não. Continuo bem sozinha.

Acho que o desafio hoje é entender que vou buscar, mesmo que demore, um relacionamento que realmente valha a pena. Só assim valerá a pena passar o Dia dos Namorados, bem como todos os outros 364 dias do ano, com outra pessoa.

Enquanto isso, vou vivendo a data comigo mesma. Nesse dia, pode ser que peça uma comida gostosa em casa, abra um vinho ou viva um domingo normal de volta à dieta e netflix. Sozinha ou acompanhada. Junto ou separado. De conchinha na cama ou não. O dia que as pessoas entenderem que o amor se vive bem sozinho, o amor será melhor vivido em casal.

 

 

 

 

Author Description

2 Respostas to “o amor todos os dias”

  1. 8 de junho de 2016

    Rodolfo Santos Responder

    Você acha que é possível ser melhor para a pessoa que queira estar ao lado do que ser melhor consigo mesmo primeiro, para a partir daí poder compartilhar com alguém?

    • 8 de junho de 2016

      paula filizola Responder

      Rodolfo, não sei se entendi o seu comentário.
      Eu acho que temos que ser melhores como pessoas para só assim estarmos plenos em um relacionamento. Caso contrário, vamos sempre exigir do outro coisas que projetamos e idealizamos em nós. =)

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado Campos exigidos estão marcados com *


*