nossa história

Se tem uma coisa que as pessoas adoram é ouvir histórias de amor. Todo mundo fica curioso para saber como um namoro começou, como se conheceram, como e onde foi o pedido de casamento, etc. Aquela cronologia toda cheia de detalhes que rendem suspiros. Afinal, tem coisa melhor que se apaixonar?

Eu também adoro. Acho inspirador. Por isso, hoje vou contar a minha história.

Conheci meu noivo no início de 2015. Pelo instagram. Temos uma amiga em comum e ele tem uma marca de brownie. Motivo perfeito para começarmos a papear. Salvo engano, ele me mandou uma direct primeiro. Mas isso pouco importa, porque talvez se ele não tivesse tomado a iniciativa, eu teria feito. Achava ele um gatinho. Somos um caso típico de romance moderno que começou graças aos likes nas redes sociais. Temos muito a agradecer ao Mark Zuckberg. Até mandaria um convite pro casamento, mas aposto que ele recebe mil desses por dia. Taí um cara padrinho de muitas histórias de amor.

Lembro que ficamos algumas semanas conversando. Lembro que nosso primeiro date foi em uma terça-feira quente de março. Fomos num mexicano perto da minha casa.
Primeiro característica que temos em comum: adoramos gordices! Várias.

Primeiro ponto que ele ganhou na noite: ele levou um saquinho de brownies para eu conhecer. Tentando ganhar pontos pelo estômago. Funcionou super bem comigo!

Me lembro que durante o jantar, enquanto ele contava os mil lugares que já tinha morado e os lugares que tinha trabalhado, eu só olhava para ele e pensava: “será mesmo que esse cara tão massa está afim de mim?” Por uns momentos durante o jantar, temi que ele por algum motivo estranho tivesse me chamado para sair porque queria ser meu amigo. Sim, a nossa cabeça dá uma pirada nessas horas.

Até porque demorou para rolar o primeiro beijo. Fiquei insegura. Depois rolou aquele silêncio meio constrangedor pós troca de salivas e a frase meio sem graça: “do que estávamos falando mesmo?”. Restaurante quase fechando. Fim do jantar. Ele foi me levar em casa.

E confesso pra vocês: transei na primeira noite. Segundo ponto dele na noite: ele estava usando uma cueca com hambúrgueres e batatas desenhados. Pensei: esse cara tem algo a mais! Aí rolou a insegurança número 2: “será que ele vai me ligar no dia seguinte? Ou mandar mensagem?”

Dali em diante, passamos a nos falar quase que todos os dias. Muito mais do que ficantes, éramos amigos. Porém, eu percebi logo de cara que ele não tava pronto para se envolver. Tinha uma ex de um tempo que vivia aparecendo. Uma história parecida com a minha, pois ele já tinha sido noivo. Eu também não estava pronta. Sei que assim nós dois nos enrolamos mutualmente por quase 2 anos. Não foi nada planejado. Eu fui me abrindo MUITO lentamente.

Quando paro para refletir sobre nosso começo e meio de relacionamento, lembro que eu fui até meio fria. Não chamava ele pra sair, esperava ele me chamar, e nunca nunca nunca admitia que sentia saudades. Na verdade, acho que não admitia nem para mim mesma. Vou pular um pouco os detalhes porque a dinâmica sempre foi mais ou menos essa. Amigos que acompanhavam bastante um a vida do outro, mas sem compromisso. Ficávamos quando queríamos. Às vezes com mais freqüência, às vezes com menos. Saíamos algumas vezes para jantar ou cinema, mas na maioria das vezes as saídas se resumiam a séries lá em casa e pizza.

A verdade é que seria difícil precisar exatamente quando comecei a me apaixonar por esse cara que se fazia tão presente. Ele acompanhava todos os meu tempos de corrida, todos os meus treinos, meus programas, enfim… minha rotina. Que ficante que você conhece que é assim? É engraçado que as pessoas me perguntam “por que não namoramos antes”. É curioso mesmo o tempo que demorou, mas acho que foi o tempo para estarmos 100% prontos um pro outro. Sabemos que tudo na vida é timing. E o nosso timing foi esse!

Posso não saber dizer quando comecei a me apaixonar, até porque não admitia. Mas sei exatamente o dia que percebi que estava apaixonada.
Foi em julho do ano passado. Eu tinha ido jogar futebol numa quarta e ele insistiu em me ver. Quando eu fui abrir a porta do meu prédio para ele, ele estava encostado na pilastra com uma calça moletom, óculos de grau e um daqueles coletinhos gordinhos de frio, sabe como? Eu desci a escada, olhei para ele e pensei: “fudeu. Tô apaixonada.”

Como toda boa escorpiana que sou, tratei de esconder esses sentimentos até de mim. Fingi que nada tinha acontecido. Era só mais um encontro casual.
Em dois anos, como disse, tivemos fases mais próximas e menos próximas. Começávamos ali a entrar numa fase mais próxima. De se ver toda semana, mais de uma vez. Todo fim de semana.

O dia que ele admitiu para mim que sentia algo a mais foi no final de agosto. Eu tinha completado um treino de 21km pela primeira vez na minha e a primeira pessoa que quis contar foi ele. Mandei uma mensagem ainda ofegante pós treino. Ele me parabenizou. Disse que estava orgulhoso, que sempre acreditou em mim… e que queria me levar brownies. Mas ele tinha uma festa e eu tinha um encontro de buraco com as amigas. Nesse dia, ele meio que se declarou por mensagem. No dia seguinte, combinamos de nos encontrar.

Acho que toda história de amor é única. A nossa foi assim!
Quem estava mais próxima de mim, sabia o quão importante ele era na minha vida. Mas tem coisas que só admito hoje pra ele.

E eu pensei: chegou a hora de finalmente admitir. Sou MUITO ruim para falar de sentimentos. Acreditem!
Mas tomei coragem e falei para ele.

De lá para cá, não desgrudamos mais.
Finalmente. <3

Quando é para ser, simplesmente é. Independente do tempo que passe, vai acontecer!

 

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5 Respostas to “nossa história”

  1. 16 de janeiro de 2017

    Luana Responder

    Ai, sim, todo mundo adora! <3 E preciso falar que adorei também que esse post tenha aparecido no meu feed do face. Eu tinha curtido a página há algum tempo atrás que nem lembro, e não tinha mais acessado. Mas agora pretendo acompanhar o blog com mais frequência, é bem do jeitinho que eu gosto, pessoas felizes e que compartilham/são inspirações! Parabéns e nos vemos por aí. 😀

    • 17 de janeiro de 2017

      paula filizola Responder

      Oi, Luana!
      Fico MUITO feliz que tenha gostado do meu blog <3

      Adorei o seu comentário!
      Bjs

  2. 16 de janeiro de 2017

    Amanda Moreira Responder

    Que amooooooooor, me encantei pela historia de vocês, só amor, só amor, só amor <3

  3. 4 de agosto de 2017

    Cristina Responder

    Linda demais, lindos demais!!!! É muito gostoso se apaixonar, mil bjs

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