nem tudo vale a pena

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Tudo na vida tem começo, meio e fim. A duração de cada etapa que é o mistério. Mas uma coisa é certa:  precisa ser mais prazeroso que trabalhoso.

Às vezes sinto que só falo de coisas óbvias. No entanto, são as coisas óbvias que temos mais dificuldade em lidar.

Eu sei que relacionamentos, quaisquer que sejam, exigem paciência e para serem duradouros precisam de dedicação. Muitas vezes, eles dão trabalho também. Nunca vai ser um mar de rosas 100% do tempo.

O importante é o equilíbrio. O ideal é que não seja 50/50 e sim sei lá, 80/20. Não há uma proporção definida e nem ideal. Não há como definir isso. Seria muito mais fácil se as coisas fossem meio matemáticas.

Não são. Então temos que contar com o feeling mesmo. E gente, ele não falha. Você pode ter medo de obedecer, de se jogar no incerto, mas ele tá lá te mostrando o caminho. Na maioria das vezes, a gente só não quer enxergar.

A gente sabe exatamente quando um relacionamento não tá bom. A gente sabe quando um relacionamento não vai melhorar. E a gente sabe exatamente quando estamos nos esforçando mais do que deveríamos.

A gente sabe, mas não quer acreditar. E por vezes precisamos tentar. Faz parte do processo do fim o esgotamento. Dizer que tentou tudo e de todos os jeitos e não resolveu. E ainda assim, muitas vezes, saímos frustrados. É uma sensação ruim de derrota, né? Quando terminei meu último namoro longo, em que morava com meu namorado e estava noiva, fiquei meses remoendo a culpa de ter tomado aquela decisão. É frustrante pensar que depositei minhas fichas naquele relacionamento e não deu certo.

Escutei que precisava tentar mais, que não podia desistir assim tão facilmente. Os outros nunca vão saber o que você passou e o que passa dentro de você. Estabeleça o seu basta.

Não estamos acostumados a aceitar certas coisas e nem acho que deveríamos. Lute o quanto precisar, mas saiba a hora de desistir.

Todo mundo acha que desistir é coisa de fracassado, né? Mas não é. Desistir depois de tentar é o maior ato de coragem. Como que desistir seria coisa de fracassado se é uma das coisas mais difíceis de se fazer? É delicado entender a hora de desistir, de entregar os pontos, de tacar o foda-se.

Porque desistir nada mais é do que aceitar e admitir que o encanto quebrou e não tem volta. Eu sou romântica e sou como diriam em inglês “a fool for love”. Acredito em chances. Mas sempre vai existir um limite… mesmo quando o assunto é amor, tesão, paixão.

Eu prego a espontaneidade na vida. Acima de tudo. Sou daquelas que manda mensagem, se arrepende e fica com medo de olhar a resposta. Faço sempre o que me parece certo na hora. E isso muitas vezes me garante algumas saídas a mais com aquele gatinho. Sou do time das que insiste, das que dá a cara a tapa, das que querem ver até onde aquilo vai.

Porém, existe um limite. Eu sempre paro e penso: será que não estou tentando demais?
E aí você me pergunta: quando sabe quanto é demais? Quando deixa de ser prazeroso e vira agonia. Sabe a ansiedade ruim? Pois é. Essa.

O interesse é uma via de mão dupla. Não adianta você sempre procurar o cara no calor da espontaneidade se não há reciprocidade. A conquista não pode ser penosa. Ela é leve, desinibida, carismática.

Temos a mania de insistir. Isso é do ser humano. Mas se desprender de algumas coisas é a melhor resposta em determinados momentos.

Não tenha medo de admitir que algumas coisas não funcionam. Coisas muito trabalhosas deixam de ser prazerosas. E a vida não foi feita para ser vivida assim.

Dizem que Mario Quintana tinha essa frase: “O amor é isso. Não prende, não aperta, não sufoca. Porque quando vira nó, já deixou de ser laço.”

Eu acho que tudo que deixa de ser laço, deixa de somar, é para jogar fora. #desapego

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