Não sabe brincar, nem desce pro play.

Os relacionamentos que temos ao longo da nossa vida se resumem em histórias inacabadas que deixam saudades, algumas mal resolvidas, já outras superadas, rolos que viram amizades, amores (bons e ruins!) ou simplesmente sexo.

O sexo pode ser de uma noite, algumas saídas ou pode ser algo fixo, mas sem compromisso. Em inglês, um parceiro sexual frequente nesse esquema é o chamado sex buddy ou fuck buddy. Em português, chamamos de P.A. (abreviação para pau amigo). Certamente, vocês têm um ou já ouviram falar.

Tem um episódio na série Sex and the City que elas explicam o conceito para Charlotte, a mais pudica das 4 amigas.
(a foto do post é desse episódio)

Carrie: A fuck buddy is a guy you dated once or twice and it didn’t go anywhere but the sex is so great, you sort of keep him on call.
Samantha: He’s like “dial-a-dick.”
Charlotte: You mean you just call this guy up when you’re horny? And he just comes right over?
Samantha: Well, he’s not a slave, sweetheart. He does have a life.

Como tudo na vida, não há regras pré definidas para esse tipo de relação. Tudo pode acontecer. Mas a dinâmica da relação por si só exige que você não se prenda e não espere nada. É a típica relação “deixa a vida me levar”.

1. não esqueça como começou essa relação e que tipo de relação ela é. Esperar algo além disso é receita para a frustração.

Eu não tô dizendo que uma relação que começa a partir do sexo casual não pode evoluir para namoro e afins, mas não comece com nenhum tipo de expectativa. Afinal, quando você entrou nessa, você também só queria sexo. Se rolou de se envolver, ok, mas saiba que a outra pessoa pode estar só na vibe de transar.

Cuidado: se você já gosta dessa pessoa, não se engane falando para si mesmo que é só sexo, que você não vai se envolver, afinal você consegue separar bem as coisas… Já fiz post aqui sobre isso. É furada.

2. Não é que não possa haver sentimento. Carinho e amizade são essenciais, inclusive. Quanto mais longa for essa relação, mais intimidade vocês terão e mais gostoso será. No entanto, respeitando a máxima já apresentada de não criar expectativas, não confunda as coisas. Carinho pode existir, mas isso não se traduz necessariamente em estar apaixonada ou querer namorar.

3. Esse tipo de relação não é para pensar. Não é para rolar DR. É só para transar e ser massa.
Se tá muito complicada, tem algo errado. Se houver cobranças, há algo de errado.

4. Não espere convites para sair para jantar ou ir ao cinema. Isso pode acontecer, mas o objetivo central não é esse.
Normalmente, “relações assim” vem acompanhadas de mensagens de madrugada, pós balada ou no domingo de tédio. Acho que até aqui já ficou claro: vocês não são um casal! Podem até sair de vez em quando. O mais comum, porém, é que cada um tenha sua própria agenda social e amigos. Aí quando vocês se encontram, rola. Vocês não criam programas com antecedência. 

Eu já tive relações assim em que eu e a pessoa só nos encontrávamos para transar. Nada mais. Não tínhamos nada em comum e não fazíamos nada juntos. É a dinâmica mais conhecida. Normalmente, transar bêbado e tchau. Eu particularmente não gosto dessa dinâmica. É possível ter uma relação de amizade com um sex buddy. A palavra buddy em inglês é amigo, né? Um parça!

Confesso que é difícil saber desenhar essa linha tênue. Sexo que mistura com amizade. Às vezes amizade que se confunde com paixão e por aí vai. Mas se você souber exatamente o que você quer, essas coisas ficam mais fáceis. Ou seja, só entre nessa onda de amizade com sexo e sem compromisso se você souber exatamente qual é o seu momento. Não confunda as coisas por conta da carência.

É aquela coisa, né?
Não sabe brincar, então nem desce pro play.

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Uma resposta to “Não sabe brincar, nem desce pro play.”

  1. 18 de agosto de 2016

    Ely Responder

    Realmente discutir relação em um caso desse é extremamente sem noção, amizades com benefícios são o tipo de coisa que pode dar certo, mas a maioria tentde a descambar para a beira do precipício. Muitas vezes os sentimentos acabam por se confundir, talvez pela proximidade. Mas a verdade é que hoje é muito mais comum do que se imagina…abraços

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