não há vítimas

Todas as histórias começam pela curiosidade. As boas e ruins.
Às vezes uma pessoa que nunca demos bola começa a atiçar nossa curiosidade – assim do nada – e aí quando vemos já estamos super envolvidos para ver qual será o próximo passo. Se os dois forem solteiros, aí gata, se joga. Caso contrário (e acontece demais!), a combinação pessoas curiosas e whatsapp pode ser explosiva.

Uma troca de mensagens despretenciosa acompanhada de umas taças de vinho e a verdade não encontra obstáculos. O problema é que mesmo sabendo às vezes que alguma coisa não tá “certa”, pela curiosidade queremos saber até onde aquilo vai.

Não vou fazer apologia da traição, mas também não vou apontar dedos. Acho que somos todos bem grandinhos para saber o que fazemos, com quem fazemos, onde fazemos, etc. Pode ser que nos deixemos vencer pela curiosidade. Basta um: “Ah, vou só sair uma vez para ver como será”. E aí, você já foi fisgada.

NIGHT

Não há nada mais instigante do que estar curioso sobre algo. O mistério é envolvente. Sabe qual a pior parte disso tudo? É que sabemos que é aquele caminho “sem volta”. Uma vez que você é tomado pela força magnetizadora da curiosidade, não adianta deletar o telefone, fazer promessa para não mandar mensagem, não responder. Você já está intrigada. E aí, fudeu!

Mas não há vítimas no amor.
Polêmica essa declaração, né?

Nos fazemos de vítimas. Na maioria das vezes os sinais estão todos ali. Claros.
Não temos mais idade para viver as coisas nas entrelinhas. A gente escolhe se enganar.

Há uma música do Justin Bieber que diz que não há inocentes no jogo a dois do amor.
Existem pessoas que iludem e que se deixam iludir. Mas não há vítimas.

Os relacionamentos a que me refiro são entre adultos. Então, neguinho é bobo. Ninguém está desavisado.
Já fui sacaneada por um cara que tinha mais de uma namorada, mas fui ingênua. Os sinais estavam lá. Um cara desse não consegue ser sempre presente. Ele tem sumiços repentinos e desculpas esfarrapadas. Na maioria das vezes, você finge que não vê.

Isso isenta ele de ser um babaca? Óbvio que não, mas não te isenta também de ser cúmplice. 

Há também a história do casamento infeliz. “Ah, ele é casado, mas vai separar.” Vai separar não é separado. Se ele é casado e você topa? Você está nessa tanto quanto ele. Consciente. Não está sendo enganada. Logo não é uma vítima.

Acontece, gente. Não vivemos num mundo cor de rosa para achar que essas coisas só acontecem em livros e novelas. Acontece aos montes. Não vou pagar de corretinha não. Só que temos que saber exatamente onde estamos pisando para poder procurar a saída de emergência quando necessário. 

Por isso, se vitimizar e falar que entrou nessa sem querer, que tem dedo podre para homem , não tá com nada. Afinal, temos poder de decisão. Se entramos nessa por curiosidade, podemos sair dessa também. Basta querer! Afinal, a curiosidade matou o gato 😉

Claro que você pode me dizer que está apaixonada, mas ainda assim você está nessa situação de merda – convenhamos – porque escolheu estar. Não é fácil sair, né? Porque quando a gente gosta nada é fácil, mas se colocar no papel de vítima não vai te ajudar.
E pensar que tudo começou na curiosidade de ver “qual será que é a dele?”
Por isso, atenção. Às vezes a curiosidade é gostosa, é boa, mas às vezes ela nos leva por caminhos desconfortáveis.

 

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