mulheres maravilhosas

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Depois da hashtag #primeiroassédio, na semana passada bombou a hashtag #meuamigosecreto nas redes sociais. Na campanha de mobilização, as minas relataram atitudes, posturas e discursos machistas de pessoas de sua convivência sem revelar nomes, normalmente aqueles que não se dizem machistas mas, de certa forma, reforçam esta cultura de vícios comportamentais rotineiros.

Veja algumas postagens aqui.

Tenho amado ver as minas se empoderando. Todo mundo participando. É bem legal mesmo ver a mobilização. 
Todos nós mulheres convivemos diariamente com esse tipo de comportamento. Já vivi uma situação muito complicada com um chefe que passava de todos os limites do razoável. Como se não bastasse ser machista e assediador, ele quis me prejudicar algumas vezes. E sim, isso tudo porque eu sou mulher.
Sei que muita gente não tem essa dimensão ou não para pra pensar sobre isso, mas todos os dias da nossa vida somos abusadas de várias formas só por termos nascido mulheres. Temos um presidente da Câmara que desconhece qualquer direito das mulheres, temos uma desigualdade enorme ainda no mercado de trabalho, sofremos preconceito em casa, no trabalho, dos nossos próprios familiares, amigos, conhecidos.
Sofremos assédio ao sair na rua. No trabalho. No cinema. No ônibus. 
Infelizmente, ainda vivemos em uma sociedade que as pessoas acham que é “dever” (mil aspas aí) da mulher:
– ser dona de casa
– ser mãe
– saber cozinhar
– querer casar
– ser passiva
e por aí vai.
Vivemos em uma sociedade que as pessoas acham ruim:
– mulheres de cabelo curto
– mulheres que pintam a unha de vermelho/preto
– mulheres que têm tatuagem
– mulheres que transam na primeira noite
– mulheres que usam saia muito curta
Vivemos em uma sociedade em que é “normal”:
– fazer comentários machistas do tipo: “mulher minha não sai assim de casa”, “mulher minha não bebe até passar mal”, “mulher minha não pode dar vexame”, “mulher minha não sai sozinha”, “mulher minha não tem amigo homem”
– fazer comentários sobre o comprimento da roupa da mulher do tipo: “com a saia desse tamanho, ela tá pedindo”, “só puta se veste assim”
– chefe dar em cima e não denunciar porque afinal vivemos com medo.
– chefe te ameaçar porque você não quis transar
– homem ficar puto porque você mudou de ideia

Mulher não pode voltar atrás sobre querer transar com um cara, mulher não tem direito de escolher transar com camisinha, mulher não tem direito de escolher se quer ou não ter um filho, se quer ou não abortar, mulher não pode decidir quem toca nela, mulher não pode sair na rua sem escutar comentários, gemidos e sons desagradáveis.
Mulher tem que sentar numa mesa de bar com amigos homens e escutar:
– A mina que tô pegando é chata, mas tô comendo só porque é gostosa.
– Ela saiu comigo de saia. Queria dar. Óbvio.
– A estagiária nova é uma gostosinha.
E por aí vai…
Mulher não pode reclamar, porque senão tá histérica, de TPM, descontrolada.
Mulher não pode ser uma chefe boa, que cobra, que reclama sem escutar coisas do tipo: é falta de um bom pau.
Vivemos isso TODOS os dias. Muitas vezes já até caímos em armadilhas e falamos coisas contra nós mulheres.
Aceitamos certos comportamentos. Deixamos passar alguns comentários. Engolimos sapos e mais sapos.
Então, só pra lembrar:
O corpo é meu. Se eu quiser dar, vou dar. Mas para quem eu quiser. Quantas vezes eu quiser, da primeira vez ou nunca. Isso depende de mim.
Mulher não é objeto e posse de ninguém. Mulher tem direito de escolher tudo na vida, igual qualquer outra pessoa.
Mulher não é inferior, mulher não é burra, mulher não é menor.
Mulher é foda. Mulher é do caralho.

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Uma resposta to “mulheres maravilhosas”

  1. 30 de novembro de 2015

    Juliana Lisboa Responder

    Mulher é do caralho MESMO! E machistas não passarão o/

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