mais um para pensar

“Onde há o desejo, há um caminho.” – provérbio chinês

Essa frase foi dita por uma das entrevistadas no final do documentário What the Health, que assisti semana passada no Netflix. Já contei aqui em outras postagens sobre as reflexões que tenho feito sobre a minha alimentação e sobre as mudanças que estou tentando implementar.

Eu desejo mudar completamente. Quero um dia ser uma pessoa que come somente proteína de origem vegetal, mas ainda estou lutando contra muitas coisas nesse processo. O desejo existe e o caminho também. Tô em busca dessa metamorfose completa.

Confesso que tem sido MUITO difícil. Fiquei firme umas duas semanas e voltei a repetir alguns padrões que sei que são ruins para mim! Apesar de estar bem mais consciente, ainda caio em tentações antigas para suprir desejos momentâneos.

E sempre que isso acontece, busco força nas informações para mais uma vez me inspirar e encher de combustível para tentar seguir uma alimentação mais limpa e balanceada. Não pretendo mudar por obrigação ou por estética, mas principalmente pela minha saúde e por ideais. Mas sei que isso leva um tempo e não estou me cobrando. Acho que o simples fato de ter começado a virar uma chave na minha cabeça já é uma conquista.

Eu era uma daquelas pessoas que dizia que NUNCA largaria a carne vermelha. Tem quase um mês em que não como carne vermelha com frequência. Nesse meio tempo, comi uma ou outra vez, por falta de opção muitas vezes, mas sempre me arrependi. Sei que isso sou eu criando desculpas! Não tenho sentido falta do gosto. Peixe comi mais vezes, mas sempre que posso e estou em casa como grãos e vegetais.

Dados do documentário What the Health indicam que a diabetes e o câncer estão ligados diretamente com a carne que comemos. Hoje, mais de 350 milhões de pessoas têm diabetes no mundo. Sendo que uma porção de carne processada por dia pode aumentar em 51% seu risco de desenvolver diabetes.

Todos os dados estão disponíveis online no site do filme: http://www.whatthehealthfilm.com/facts/

Ainda é desafiador parar de consumir leite e queijo, principalmente no preparo de alguns massas, etc. Sou alucinada por pizza, então isso tem sido difícil. Queria ser uma dessas pessoas que consegue do dia para noite cortar todo esse consumo e não sofrer, mas ainda é complicado para mim. Muito pela influência dos outros no que eu como (porque saio em grupo ou casal) ou também por hábitos que me acompanharam até hoje!

Acredito que a indústria dos lácteos é tão ruim quanto a de carnes.

Não sei se tem mais alguém aqui passando por esse mesmo momento, mas escrever sempre me ajuda muito. Tenho recebido muitas mensagens no instagram, dicas, etc. Isso é uma delícia! Pessoas compartilham dicas, receitas, etc.

Dos últimos documentários que vi e contei aqui sobre alimentação, What the Health foi sempre sombra de dúvidas o mais esclarecedor. O documentário é produzido por Kip Andersen e Keegan Kuhn, a dupla responsável pelo mundialmente conhecido Cowspiracy. Eles retratam no longa a conexão entre doenças, o consumo de produtos de origem animal e a indústria farmacêutica e colocam em evidência alguns dados que sugerem que essa ligação multimilionária não é obra do acaso.

Bom, isso todos nós já sabíamos, mas falta reflexão profunda sobre o assunto. Falta realmente pensarmos o que queremos para nossa saúde. Por que esse assunto até hoje é tão difícil de digerir?

70% das mortes hoje estão relacionadas ao estilo de vida e alimentação. Ou seja, a mudança alimentar faz com que a maioria dessas fatalidades possam ser evitadas.

Muita gente mal informada fala sobre a necessidade diária de proteína animal na nossa alimentação. Mas toda proteína têm origem vegetal. Ou seja, não há necessidade de contar com a proteína animal. O americano hoje consome até 2x mais proteína animal por dia que o corpo precisa, mas não consome a quantidade mínima de fibra necessária por dia.

Informações

Em 2015, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que carnes processadas causam câncer. A ligação entre esse tipo de produto e o câncer foi maior nos casos de câncer de intestino, mas observou-se também ligação com câncer de pâncreas e de próstata.

Um grupo de trabalho com 22 especialistas, vindos de 10 países, considerou mais de 800 estudos que observaram populações de todo o mundo por mais de 20 anos. Eles concluíram que a carne vermelha é provavelmente cancerígena para seres humanos e, por isso, a colocaram no Grupo 2A. Como cada vez mais estudos surgem condenando a ingestão desse produto, é provável que em um futuro próximo a carne vermelha também seja declarada como definitivamente cancerígena para os seres humanos.

Já a carne vermelha processada foi citada pela OMS como cancerígena para seres humanos e foi colocada no Grupo 1 na escala de risco. Só para se ter uma ideia do perigo de consumir bacon, presunto, peito de peru, salsicha, salame e outros produtos similares, o Grupo 1 é onde estão classificados o tabaco, o amianto e a fumaça de diesel.

O documentário What the Health segue os mesmos moldes de Cowspiracy, levando o espectador a acompanhá-lo em uma busca por respostas. Os produtores mostram casos de pessoas severamente doentes que pararam de tomar remédio depois de mudarem suas dietas, atletas veganos que melhoraram suas performances e especialistas no assunto. O filme faz um elo claro entre grandes corporações do ramo de alimentos e farmacêutica com organizações do governo e associações de saúde. O lobby dessas corporações é um dos mais poderosos dos EUA.

A verdade é que qualquer coisa que tire hoje a gente do status quo incomoda. Incomoda na gente, pois muda rotina, incomoda nos outros que nos cercam e incomoda de forma geral a ordem que o mundo está. Mas a decisão no final de tudo é sempre nossa!

Tenho feito sistematicamente postagens aqui no site sobre esse assunto. Na semana passada, falei de leites vegetais, já falei também da suplementação de proteína vegetal na minha gravidez e de documentários que tenho assistido na Netflix, entre eles Fed Up e Food Choices. Todos falam sobre comidas processadas, proteína animal e os malefícios para nossa saúde.

E acho mais uma vez que essa indicação é valiosa!

 

 

 

Author Description

Sem respostas para “mais um para pensar”

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado Campos exigidos estão marcados com *


*