lovemojitos entrevista…

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Amigos e sócios, Enozor, 34 anos, e Daniel, 28 anos, montaram a marca Dane-se tem um ano. Super consolidada em Brasília, não dá nem para acreditar que as vendas começaram na sala do apartamento de um dos idealizadores e donos. O primeiro grande lançamento da Dane-se foi no evento Picnik. No mesmo fim de semana, eles participaram do Mov Festival, ambos em Brasília. Depois de um mês e meio, os donos da Dane-se já estavam correndo atrás para montar um showroom.

Talvez o sucesso esteja diretamente ligado ao cuidado dos dois com a marca, pois eles participam de todo o processo: desde a escolha dos tecidos até a produção de fotos e textos para as redes sociais. Enozor é dono de restaurante e Dan formado em engenharia civil. Não entendiam nada dos detalhes técnicos de montar uma marca, mas correram atrás e se especializaram, porque tinham paixão e tesão de sobra. Eles colocaram a mão na massa sem medo e hoje estão arrebentando com mais de 10 coleções lançadas.

“A evolução de quando começamos para cá é absurda. A gente aprendeu fazendo. Agora é hora de crescer mais”, pontuou Dan.

Dentre as ações para transformar a Dane-se em uma marca nacional, Dan e Enozor vão lançar no início de abril uma coleção especial para comemorar o aniversário de Brasília. Serão 5 padrões diferentes nos bolsos das camisetas com a arte de Athos Bulcão. A parceria foi feita com a Fundação Athos Bulcão e trará as padronagens do Itamaraty, Igrejinha, aeroporto, Parque da Cidade e Brasília Palace. Mais a cara de Brasília impossível. Segundo eles, a ideia é aproveitar a mídia espontânea que isso trará.

Além desta edição comemorativa, a Dane-se ainda terá uma coleção especial para o inverno com estampas baseadas no trabalho do fotográfo local Vini Goulart. Serão 6 estampadas com fotos de Brasília em ângulos interessantes da cidade.

OBS: Vale a pena demais ler essa entrevista e conhecer melhor a marca. Eu estou completamente encantada! Meninos, obrigada pela excelente recepção e conversa =) MUITO sucesso!

A loja fica na CLN 102, bloco A, sala 117 – Asa Norte – Brasília.

 

Love Mojitos: Como surgiu a ideia da marca?
Enozor: Eu e Daniel sempre fomos consumidores de moda, a gente sempre gostou de moda e do comércio em si. A gente começou a observar que o que a gente gostava, que mais ou menos o nosso grupo gosta e a moçada da nossa idade gosta, que são Osklen, Reserva, marcas brasileiras mais legais, as camisetas estavam num formato muito estranho. Ou eram largas e curtas ou compridas e muito estreitas. Ou com pano ruim e caríssima. A Reserva mesmo começou vendendo a 80 reais e do dia para noite pulou para 200. E com cortes ruins.

Mesmo procurando, a gente não achava nada com o corte legal. Essa foi mais ou menos a primeira conversa que tivemos. A partir disso, a gente começou a trocar ideia e foi formatando o produto da camiseta. E aí chegamos nesse produto final que é a base de todas as nossas camisetas. Ela tem algumas características bem peculiares. Elas são um pouco mais ajustadas no corpo, mais longas que o normal, e tem um corte feito para ficar bem certinho no corpo para matar esse problema que a gente tinha encontrado nas outras marcas. Foi um trabalho de pesquisa enorme, estudamos desde as marcas populares de magazine tipo fast fashion até as mais caras e de fora do brasil. Fomos vendo e pegando referências legais e dando a nossa visão. Depois o segundo momento foi trabalhar com padronagem de tecido. A gente tem uma série grande de tecidos, às vezes até tecidos que não são de fazer camiseta, mas a gente conseguiu fazer, tipo tecido com elastano, suedine, algodão egípcio. O normal é fio 30, malha comum.

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Love Mojitos: E como surgem as coleções?
Enozor: Cada coleção a gente vai trocando e mudando. A ideia de ter várias padronagens é para manter essa proposta nossa de ser bem minimalista. São poucas estampas, as cores seguem mais ou menos um padrão, com alguma variação. Na velocidade que a marca foi crescendo, fomos entendendo mais de tecidos, comércio, e na mesma velocidade, viemos crescendo juntos. Hoje conseguimos fazer sapato, boné, camiseta, feminino com alguma segurança mesmo.

Uma coisa legal é que eu e Dan somos muito inquietos, tanto que em um ano de Dane-se, fizemos mais de 10 coleções. A gente não para de inventar. São duas alegrias: quando chega e depois já pensar em qual vai ser a próxima. 

Dan: A gente gasta um tempinho para criar uma coleção, mas neste meio tempo quando ficamos sem peça, a gente tem que fazer uma coleção pocket. Correndo. A gente tava na sexta coleção no final do ano e lançou essa agora em fevereiro. Em janeiro, estávamos sem peça para vender. Aí fizemos uma ou outra. De grande volume esta é a sexta coleção. A grande velocidade das coleções começou com a velocidade que a marca cresceu. Uma coleção acabava muito antes do que pensávamos. O padrão é uma coleção durar 2/3 meses e a nossa durava um mês e meio. 

Enozor: Isso gerou um bom “mau costume” nos nossos clientes. Quem é cliente vem toda semana e ele não quer ver as mesmas coisas. É uma loja fechada, você se programa para vir. É uma decepção se ela chegar aqui e não tiver nada novo. Já traçamos esse perfil. Tem que ter mais da metade diferente. A gente se obriga a ter esse cuidado de sempre estar fazendo novidades. 

 

bermuda tear
Tecidos bem diferentes! A bermuda de moletom tear é com o tecido costurado pelo avesso. Eles começaram com o modelo moletom tradicional e depois lançaram este modelo. Os cordões mais chamativos são um diferencial.

Love Mojitos: A Dane-se vende só em Brasília?
Dan: Não, temos on-line (http://www.dane-se.com/) e entrega para todo o Brasil. O site ainda está devagar, mas estou estudando essa questão para ampliarmos para fora. Aqui em Brasília, estamos super fortes, todo mundo tá usando. Nossa expectativa agora é atingir mercado RJ, SP, MG e sul do Brasil. 

Enozor: A velocidade foi muito grande em alguns aspectos e a gente se atropelou, mas fomos fazendo roupa, roupa. Agora estamos retomando, passando a limpo algumas coisas. 

Love Mojitos: As peças têm uma pegada mais monocromática e minimalistas, né?
Enozor: Uma coisa que sempre tivemos em mente é fazer uma moda com o que a gente gostaria de usar. A gente tem como política não fazer algo que não usaríamos. Fizemos da nossa cabeça, tipo a gente gosta de cinza, preto e branco. Aí temos cinco tons de cinza diferentes, por exemplo. 

Dan: Claro que com a marca crescendo, vamos abrindo outras frentes, como feminino, essas coisas que não faríamos se ficasse só nisso aqui. Como a ideia é crescer, vamos abrindo outras frentes. Tudo casado com o que acreditamos.

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Love Mojitos: Por que o nome Dane-se?
Dan: Quando a gente definiu que ia criar a marca, pensamos como íamos chamar. Aí tivemos a ideia de juntar Dan (meu nome) e E do Enozor e criamos o nome. Antes mesmo das pessoas conhecerem o produto, o nome já atrai.

Enozor: A porta de entrada é o nome Dane-se. No início, em eventos, as pessoas tiraravm foto da placa, embaixo da placa. Até tínhamos medo de ficar uma coisa agressiva, mas em um ano nunca vimos uma pessoa que não gostasse do nome.

Dan: Dane-se de cara vende bastante (eles têm uma camiseta com o nome da marca estampada). Mas aí a pessoa se identifica com a marca e passa a consumir a outra linha, do bolso, sapato, etc. A marca tá criando identidade de moda, não só pelo nome.

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Love Mojitos: Quais os planos para a Dane-se daqui para frente?
Enozor: Brasília é uma crescente. Queremos aumentar a base de clientes em Brasília, mas já está bem bacana. A ideia agora é ser mais agressivo na venda on-line. Neste momento, estamos estudando para entender como dominar o mercado on-line, deve ter caminhos. 

Dan: A ideia é transformar a Dane-se numa marca nacional. Para gente, hoje em Brasília ela já funciona. 

Love Mojitos: Vocês têm medo de perder a identidade da Dane-se para terem que se inserir no mercado RJ/SP?
Enozor: Não. Acho que a pegada mais minimalista é muito bacana também nesse sentido. Dá para seguir legal em outros mercados. Eu consigo traçar um plano de negócios claro na minha cabeça. 

Dan: Quando me perguntam: “A Dane-se faz moda para quem?” A gente nunca definiu isso, porque a gente nunca se definiu. Eu não sou playboy ou alternativo, roqueiro ou moda surfe. Conseguimos criar coisas com uma identidade própria. 

O legal é que gostamos de várias coisas diferentes. A gente não é só isso que temos hoje. Têm muita coisa que ainda virá ou pode voltar. Tipo estampas, que fizemos uma época. É uma carta na manga. Ou mais cor, que começou a vir nos cordões. Ainda temos um leque para chegar nos novos mercados, mas sem perder nossa identidade. 

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