lovemojitos entrevista…

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o tatuador Daniel Parga.

daniel

Eu sou apaixonada pelo trabalho dele, tanto que tenho mais de 15 tatuagens feitas com ele. Sempre que me perguntam da minha caveira mexicana, do meu elefante indiano ou de qualquer tatuagem minha, encho a boca para falar que são do Daniel.

O mais louco é como conheci o Daniel.
Já falei aqui que adoro encontros do acaso, né? O Daniel foi uma grata surpresa do acaso.

Não sou de Brasília, então não tinha tatuador aqui. Aí em setembro de 2012 fui numa convenção de tatuagem. Fiz um mini coração no braço e uns pássaros pequenos no tornozelo. Guardei o cartão do tatuador.

Um ano depois, queria fazer meu elefante indiano. Aí não achei o papel do tatuador da convenção, mas lembrava que o nome dele era Daniel. Fui procurando uns lugares de tattoo em Brasília. Até que liguei na Arcanjo Tattoo (na época o Daniel Parga trabalhava lá). Perguntei se tinha um tatuador chamado Daniel. Disseram que sim. Marquei hora.

Cheguei lá e era outro Daniel. Não o Daniel que tinha tatuado na convenção e sim o Daniel Parga.
Fui com a cara dele. Eu arrisquei e ele fez o meu elefante. Daquele dia em diante, Daniel me tatua umas 2x por ano.

Já fiz um post aqui e aqui sobre minhas tatuagens.

Ser tatuador é ser um artista vivo. Eu carrego no meu corpo a arte que ele cria. E pô, isso é muita responsabilidade, né?
Por isso, tenho muito orgulho de tantas tatuagens lindas.

Ele fez sua primeira tatuagem aos 13 anos, após ver o pai fazendo também. Hoje, com 25 anos, ele não sabe quantas tatuagens têm pelo corpo.

Love Mojitos: Com quantos anos começou a trabalhar como tatuador?
Comecei a estudar tattoo aos 18 anos assistindo alguns amigos que são tatuadores. Com vinte anos, comecei a tatuar de fato produzindo tatuagens mais simples até evoluir ao estilo que gosto.

Love Mojitos: Como surgiu essa ideia de trabalhar como tatuador? Desde muito novo me envolvi com produção manual, pinturas e esculturas, mas com a tatuagem percebi uma melhor oportunidade de expor e eternizar minhas obras, além do fascínio pela cultura tradicional de tattoo na Malásia com os guerreiros Iban.

Love Mojitos: Qual o seu diferencial como tatuador? Depois de anos produzindo vários estilos, cheguei ao ponto que minha realização se dá com realismo e geometria. Meu foco é conseguir transmitir a real personalidade do cliente através dos meus desenhos, fazer com que a tatuagem possa ser uma janela para o interior da pessoa usando desenho com muitos detalhes e nuances.

Love Mojitos: O que você mais gosta de tatuar? Eu amo desenhos complexos que me façam pensar, muitos tons e contrastes. Realismo bem detalhado sendo preto e cinza ou colorido, mesclar com geometria fractal e pontilhismo.

Love Mojitos: Das suas tatuagens, qual você mais gosta? Várias tatuagens que tenho são símbolos de ritual de passagem tornando cada uma única, porém o brasão da minha família em minha perna é a mais importante de todas.

Love Mojitos: Além da tatuagem você trabalha com alguma outra coisa? Eu possuo vários hobbies como marcenaria, cutelaria, pintura em tela, escultura, mas de fato profissão somente tatuador.

Love Mojitos: Tem alguma tatuagem que você sonha em fazer, um desenho específico? Os projetos para meu corpo surgem num insight, mas tenho muita vontade de terminar meus fractais que possuo na cabeça, o que me falta, além de tempo, é bastante coragem já que a dor é intensa.

Love Mojitos: Se você pudesse escolher uma pessoa no mundo para tatuar, quem seria? Acredito que essa é a pergunta mais difícil, pois admiro tantas pessoas, mas eu gostaria de tatuar Jiddhu krishnamurti. Uma pena, pois ele já faleceu. Considero que ele contribuiu muito para a minha formação de caráter. Seus livros são incríveis e tratam sobre o ser humano.

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