lovemojitos entrevista….

o artista Luis Santos, o Mão, de 27 anos. 

Ele é menino no jeito de falar, ainda faz poucos planos como medo de se frustrar, mas é um monstro em termos de talento. Acho que nem ele sabe ao certo o quão talentoso é.
Quando perguntei o que ele pretendia fazer no futuro, a primeira resposta foi: “Eu só quero pintar.”

Simples assim.
Desenhar e pintar são suas verdadeiras paixões e ambições. E ele não se vê fazendo outra coisa.

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Praticamente autodidata, Mão começou a desenhar ainda criança com um amigo. As tardes pós aula eram para rabiscar e escutar música. “Eu sempre curti desenhar. No ensino fundamental, eu tinha um melhor amigo. A gente ficava ouvindo música e desenhando. A gente fazia uns quadrinhos com várias páginas. Era bobo, mas era engraçado”, relembra.

Apesar de desenhar desde a infância, ele nunca fez cursos para se aprimorar. Sempre foi na base do erro e acerto. Nos EUA, quando morou fora para estudar  e jogar basquete, Mão cursou algumas eletivas de Artes, mas não se especializou nisso. “No último lugar que morei (cidade de Fresno) não tinha muito brasileiro e eu andava mais com os europeus. Não era a mesma coisa. Eu fiquei meio triste e ficava desenhando para relaxar.”

Em 2014, voltou ao Brasil. Na dúvida se terminava engenharia ou começava a graduação em design, Mão começou um curso de desenho para aprimorar a técnica e passar na prova específica do vestibular. Acabou optando por terminar engenharia e hoje está cursando o 9º período de engenharia da computação no Centro Universitário de Brasília (Ceub). “Fiquei em dúvida. Achava que queria ir para design, artes ou desenho industrial”, conta.

Apesar de ter optado pelo curso de exatas, Mão não deixou de desenhar. Segundo ele, esse foi o único curso que fez, mas o ajudou muito a aprimorar as técnicas de sombreado e proporção. “Eu ainda tô me descobrindo, então é difícil me definir. Ainda tem muita coisa para evoluir”, pontua. “Eu sempre desenhei, mas não evoluía muito no desenho. Era sempre muito simples. Ultimamente, como tô desenhando muito, eu vejo uma evolução muito visível”, completa.

Desde então, o artista não parou. A produção de desenhos foi aumentando e até começou a receber encomendas. A primeira foi de uma amiga da namorada. “Eu colocava as coisas no Instagram e as pessoas iam pedindo.” 

OBS: Eu mesma tenho um quadro lindíssimo assinado pelo Mão, em homenagem ao meu gatinho Texas que faleceu recentemente. Ganhei de presente do meu namorado. <3

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Atualmente, Mão também grafita, já fez artes em parceria com a loja Hoy, Ahoy (tem entrevista deles aqui também. Relembre!) e participou de uma exposição na loja Urban Arts, de Brasília. Entre os projetos em andamento, Mão está desenvolvendo uma linha de adesivos e quer investir em camisetas.

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Para quem quer acompanhar as suas criações, Mão posta algumas na sua conta no Instagram (@mao.arte) e pega muita referência de outros artistas pelas redes sociais também. Mão adora o Instagram e Pinterest. Entre suas maiores inspirações, ele cita os artistas Os Gêmeos, Shepard Fairey (Giant Obey), bem como Banksy e Kobra.

“Eu tento ver muitas referências no instagram. Mas também reparo demais nas coisas. Às vezes quando têm várias pessoas conversando, eu paro e fico pensando. Eu tento transformar tudo que eu vejo e misturar tudo que eu absorvo”, explica o artista ao descrever o seu perfil criativo.

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Perfeccionista, Mão conta que têm dias que a inspiração simplesmente não vem. Segundo ele, todos os seus primeiros rascunhos ficam ruins. Mas como todo artista, seus cadernos são cheios de rabiscos e desenhos, que um dia podem valer muito dinheiro.

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“Quando eu paro, concentro, me dedico, fica muito melhor. Têm dias que tô na vibe e a parada sai facinho e têm dias que posso apagar 30 vezes e o papel quase fura porque não sai nada. Às vezes, tenho que forçar a inspiração, mas às vezes fico tentando muito e aquece. É um processo”, explica. E quando a inspiração não vem de jeito nenhum? “Aí eu jogo videogame ou vou ao cinema.”

No mês de outubro, Mão entrou numa brincadeira virtual chamada Inktober. O objetivo é postar um desenho novo a cada dia feito inteiramente com tinta nanquim. O resultado foi a série com personalidades do mundo pop, cultural, musical, político, que ele está desenvolvendo usando linhas. Uma de suas paixões é desenhar com símbolos geométricos.

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“Pensei em fazer com gente porque eu precisava treinar. Desenhar gente é muito difícil. Decidi fazer com personalidades que influenciam as pessoas, no dia a dia, ou na vida. Pessoas que inspiram, que mudam a vida dos outros”, explica Mão.

Sobre os planos para o futuro, Mão quer continuar trabalhando com arte e quer poder desenvolver um projeto para ajudar crianças e pessoas carentes. Pensa em dar aula. Quer empreender também. Criar algum projeto que conecte pessoas. Uma das críticas que ele tem é de que Brasília é uma cidade muito fechada. “As pessoas se fecham e acabam perdendo oportunidades de fazer novas conexões de amizade ou negócio. Tem muito orgulho que não precisa. Se as pessoas se unirem em vários aspectos podem fazer mudanças muito maiores do que fariam sozinhas”, pondera.

Vamos torcer para que tudo isso possa ser realizado com muita arte para alegrar as ruas, né? Já estou ansiosa por todos esses projetos <3

 

 

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