gato, não tô te pedindo em casamento

Você já levou um não de um cara?
Pois bem. Eu já.

O comportamento que se segue pós negativa é mais ou menos parecido para todas as pessoas.
Responda: o que aconteceu depois de levar o fora?

(a) você desencanou
(b) você cismou com o cara e quer ele de qualquer jeito

É nessa situação que a lendária frase do personagem Barney Stinson, da série How I Met your Mother, faz todo sentido. Ele sempre fala: “challenge accepted”. Ou traduzindo: desafio aceito.

É como se virasse uma chave dentro de nós que dissesse: nossa, esse vale mais a pena!
Você justifica para si mesmo dizendo: “não costumo sentir isso”, “ele parece ser uma pessoa incrível”, “parece diferente dos caras que conheço”.

Mais inconsciente do que conscientemente, ele virou seu novo projeto. E aí, todos os caras do mundo perdem a graça. Você pode até continuar saindo com um ou outro peguete mais fixo, porque tem sempre aquele peguete que te faz rir. Afinal de contas, não dá também para ficar sem sexo.

Por mais vergonhoso que seja admitir isso, todos nós gostamos de desafios! Somos competitivos por natureza. Um “não” muitas vezes é o que faltava para você se motivar.

Claro que isso não funciona para TODOS OS CARAS. Na vida, eu já fui a resposta A e a resposta B. Acho que depende do cara, da circunstância e do momento de vida que você tá. Mas é quase certo que uma negativa instiga as pessoas.

O problema do não é que sempre vamos acreditar que é algo reversível. Com o tempo.
Por mais que digamos para nós mesmas que não, pras amigas também. Lá no fundo, a esperança existe. Não é algo juramentado, então o jogo ainda tá valendo! O ser humano é capaz de infringir leis, imagina se vamos nos contentar com um simples não.

Afinal de contas, todo mundo é capaz de mudar de opinião.
É gostoso nutrir algo assim. Nos dias de hoje, as relações começam e terminam de forma tão ligeira, que não dá nem tempo de curtir de verdade. A gente se apaixona e cansa dos outros muito rápido, por isso, quando esbarramos com um “novo projeto” nos enchemos de gás.

Mesmo quando digo estar conformada, eu ainda insisto. Eu acho que cada um sabe onde o calo aperta. E pra mim é a dificuldade de desencanar.
O pior é que muitas vezes o cara diz não, mas as atitudes dele dizem sim e nesse baile confuso você vai levando, se enchendo de esperanças.
É um comportamento ensino médio. Eu sei.

O problema é que para aguentar esse processo é preciso muita paciência e eu admito que esse não é meu ponto forte.
Às vezes coloco uma comida dois minutos no microondas e não quero esperar apitar. Esperar a água ferver, então, é um sufoco.

Aí vivemos um processo ambíguo entre querer muito algo e achar que vale a pena a espera e não saber lidar com a demora.
O ser humano quer benefícios imediatos. Quer adrenalina constante. É por isso que postergamos tanto algumas coisas que só vemos o resultado depois, porque não gostamos de esperar. Estudar para concurso, passar no mestrado, juntar dinheiro. Nos condicionamos a buscar prazeres momentâneos.

Neste caso, desencanar seria a solução mais fácil e óbvia. Mas quem disse que é fácil? Ninguém ensina isso!
Já escrevi sobre levar um fora aqui.

Eu sei que todo mundo tem o direito de não querer ficar, namorar ou qualquer coisa com a outra pessoa. Eu mesma já não quis com várias pessoas.

Ainda assim, permanece aquela dúvida: mas e se eu chamar pra tomar uma cerveja? Aquele bar despretencioso numa terça-feira. Poxa, não tô pedindo ninguém em namoro ou casamento. Pode até ser que o simples ato de convidar faça cócegas, mas a verdade é que essas coisas acontecem quando não planejamos.

O que eu posso dizer é: viva no seu tempo! Se você acha que vale a pena insistir, insista. Dentro de você, há a resposta!

 

 

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