em busca…

Os seres humanos passam a vida em busca de sensações. Qualquer sensação que faça com que nos sintamos vivos. Chega a ser até meio incoerente falar isso, né? Porque já estamos vivos buscando nos sentir vivos.

Sim. É assim que funciona. Incoerente ou não, a verdade é essa.

E logo cedo, descobrimos que estar apaixonado é uma das principais formas que buscamos para sentir isso. Eu acredito que nossa missão no planeta é aprender a amar, primeiramente a nós mesmos e consequentemente os outros.

Por isso, é comum nos deixarmos levar por situações totalmente incompreensíveis pra quem está de fora porque estamos apaixonados. Eu, por exemplo, tenho um fraco por homens indisponíveis. Pense num tipo difícil: casado, enrolado, com agenda super lotada, filhos, trabalha de madrugada, ex-mulheres, etc. Sim, são por esses caras que acabo me apaixonando.

Normalmente, são situações em que há uma troca muito bacana quando as duas pessoas estão juntas, mas porque o cara é indisponível ele nunca vai poder te dar tudo que você quer. A diferença clara entre vocês dois é: ele é sua primeira opção. Você nunca será a dele.

Os caras assim normalmente são muito racionais. Não se deixam levar nem um pouquinho pela situação (mesmo que se digam apaixonados) e fazem questão de sempre te puxar para realidade. Sonhar juntos não faz parte do pacote.

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Tem sempre aquele amigo sensato que pondera, questiona e tenta entender. E na maioria das vezes a minha resposta (ou seria desculpa?) é: “Mas é melhor ser desse jeito (mesmo que enrolado) e sentir alguma coisa do que não sentir nada.”

Louco, né? É a eterna busca pelas sensações. Às vezes nos contentamos com muito menos do que merecemos porque queremos alguns momentos em que nos sentimos vivos.

Muitas pessoas, na ânsia por sentir algo, acabam sempre buscando relacionamentos. Querem alguém e não uma pessoa específica. Não sabem viver sensações sozinhas. Há sempre um vazio para ser preenchido.

Justificativas para o amor têm aos montes. É aquele ditado: melhor sofrer por ter amado do que nunca ter experimentado o amor.

Concordo 100%. Viver o amor é a melhor coisa do mundo. É a maior experiência de troca e intimidade que uma pessoa pode ter. Bem vivido, o amor também é a maior parceria que podemos experimentar. Mas ao mesmo tempo fico intrigada. Viver o amor deve ser algo pleno, sereno, completo, tranquilo.

E quando ele é vivido assim pela metade, mais por um lado do que pelo outro, é frustrante. Você consegue se enganar até um certo ponto. Consegue martelar na sua cabeça que o importante é a experiência de ter vivido aquilo, são as lembranças que você vai levar. Mas vai chegar uma hora que você vai querer mais: vai querer o amor da rotina, o amor do fim de semana, o amor da calmaria, o amor de mãos dadas no shopping, o amor da corrida no parque no fim de semana, o amor que faz planos juntos e o amor que viaja.

Imagina estar apaixonada e não poder estar sempre com a pessoa que você escolheu? Difícil racionalizar nessa hora e pensar que o importante é sentir o que você sente quando estão juntos. Aquelas poucas horas depois de semanas separados.

Chega uma hora que você quer consolidar o que sente. Não quer mais viver de pequenas experiências, poucas horas juntos, não quer mais se conformar com pouco. Atingir o seu limite também é uma forma de se sentir vivo. Não há vergonha nenhuma em abrir mão de uma história enrolada e cheia de paixão para tentar encontrar uma pessoa que una o amor calmo e o amor senlvagem.

 

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