dica de documentário

Tô numa fase bem documentário. Assisti esses dias Embrace (e fiz post aqui) e hoje o post é dedicado ao Fed Up, disponível na Netflix.

“Fed Up” aborda a questão do consumo exagerado de açúcar e junkfood e a consequente epidemia da obesidade mundial. O filme quis desmascarar diversos mitos da alimentação e deixar de culpabilizar somente a gula e o sedentarismo pelos altos índices de obesidade a partir da infância. Segundo as informações veiculadas pelo filme, o ganho de peso também é um resultado natural de políticas públicas frouxas e da indústria de alimentos, que se aproveita da alta palatabilidade de produtos cheios de açúcares, sal e gorduras.

O documentário apresenta dados sobre obesidade nos EUA e mostra algumas famílias com crianças obesas. O filme associa muito a evolução da obesidade e do diabetes a partir de 1981, quando o presidente Ronald Reagan reduziu em US$1,4 bilhão o orçamento para alimentação nas escolas, abrindo as portas para convênios com redes de fast-food como McDonald’s e Pizza Hut nos refeitórios das escolas norte-americanas. Atualmente, mais de 80% das escolas americanas têm convênios com essas redes.

Fiquei chocada no filme com a dificuldade que os americanos têm de fazer comida de verdade em casa. Tudo é processado. O documentário fala sobre como grandes empresas “escondem” doses altas de açúcar em alimentos processados, sobre como as crianças são bombardeadas por comerciais de fast food e sobre como há lobistas que impedem que haja uma regulamentação mais dura por parte do governo sobre a indústria alimentícia.

O mundo está mesmo de cabeça pra baixo. Da mesma forma como fala-se cada vez mais de opções saudáveis, os índices de obesidade no mundo todo crescem e continuam preocupantes.

Esse documentário me fez pensar muito sobre como eu queria MUDAR. Juro, queria muito comer muito melhor. Já como legumes, frutas, etc. Sei como seguir uma dieta saudável, mas queria conseguir reduzir açúcar, etc. Muitas vezes, as pessoas ficam chocadas que eu tomo refrigerante. Sim, eu tomo! E adoro.

E isso é muito complicado. Tem muito da criação, mas também na vida adulta é uma questão de escolhas, né? E pra mim ainda é complicado. Na gravidez, tenho pensado muito nisso. Em como melhor nutri-la e ensina-la.

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