consumo de leites vegetais

Bom dia!

Eu sempre gostei de tomar leite no café da manhã. No entanto, como tenho intolerância a lactose, esse hábito foi mudando. Tomei por uns 2 anos leite sem lactose e recentemente decidi que não ia mais tomar leite de proteína animal.

Na gravidez, inclusive, estava enjoando muito tomando leite ou achocolatados. Tudo eu passava mal.

Eu ainda não consegui cortar o consumo de leite, queijo e ovo no preparo das coisas, tipo massa, bolos, tortas, etc. Mas estou evitando ao máximo. Quero até a Sofia nascer ter diminuído ainda mais.

Por isso, optei por leite de origem vegetal. São feitos normalmente de água e um ingrediente. Soja, aveia, arroz, castanha, coco, gergelim, linhaça, etc. Quanto menos ingredientes, melhor!

Os meus preferidos são de amêndoas, caju e coco.
Ainda não experimentei fazer em casa, mas já recebi várias indicações e busquei várias receitas de como fazer isso.

Recentemente, conheci a marca A Tal Castanha, que vende em alguns pontos em Brasília e pelo site. Vou experimentar hoje e conto pra vocês no stories do Instagram. O legal é que os leites deles têm dois ingredientes na lista de ingredientes (caju + água) e isso é sempre um bom sinal.

Os leites vegetais – além de não maltratarem as vacas – têm baixo índice glicêmico, são super nutritivos e auxiliam a digestão. São fontes de minerais como o potássio e vitaminas do complexo B e dependendo do vegetal utilizado para o preparo são ótimas fontes de fibra.

O lado ruim é que eles são um pouco mais caros que os leites de vaca, mas ainda assim acho que vale a pena!

Fiz um post aqui faz umas semanas falando de suplementação na gravidez e sempre bato meus smoothies com o leite vegetal.

Leite de vaca não é necessário e não é o único alimento que tem cálcio, assim como a quantidade alta de proteínas presente em carnes não é única e exclusivamente característica de proteína animal.

Não quero ser apelativa quando trato desse assunto, porque eu ainda estou longe de ser uma inspiração para comer saudável e largar certos alimentos. Estou tentando, como venho falando para vocês aqui desde meados de julho.

No entanto, vamos parar para pensar um pouquinho: os seres humanos são a única espécie animal que ainda consome leite depois de bebê – leite de outra espécie animal, ainda por cima.

Sei que o consumo ainda é amplamente debatido, porque a verdade é que ê difícil largar hábitos que nos acompanham desde a infância.

Um estudo recente realizado por dois professores de Harvard, Dr. David Ludwig e Dr. Walter Willett constatou que não há qualquer evidência científica que indique que o consumo de leite e derivados faça bem para os ossos, ajude a perder peso ou melhore a saúde. A constatação mais frequente é de que o leite pode causar constipação intestinal, inchaço no corpo, gases, diarréia, alergias e acne.

Além dos malefícios pro corpo, que eu sinto sempre, a indústria ainda é extremamente cruel. Devido a alta necessidade de produção para atender a demanda, a indústria leiteira ainda exige muito mais das vacas do que elas poderiam dar. Por isso, inevitavelmente, todo leite contém quantidades relativamente significativas de pus e sangue. A indústria precisa manter as grávidas sempre grávidas.

De acordo com dados da EMBRAPA, uma quantidade significativa de vacas apresentam casos clínicos de mastite, uma inflamação nas glândulas mamárias. Esta inflamação, estimulada pelo estresse muito acima do normal, acaba sendo responsável pela contaminação do leite com células somáticas (vulgo pus) e sangue.

Devido à inviabilidade da indústria de retirar as células somáticas – ou pus – do leite na entrega do seu produto final, a Contagem de Células Somáticas (CCS), um critério mundialmente utilizado por indústrias, produtores e entidades governamentais para o monitoramento de mastite em rebanhos e para a avaliação da qualidade do leite, foi definida no no valor de 400.000 cel/mL na União Européia. Ou seja, é permitida a quantidade de 400.000cel/mL de pus no leite na Europa.  No Brasil, este limite é mais do que o dobro: 1.000.000 cel/mL de pus permitido.

Coloca você para pensar, não?

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