bem me quer, mal me quer

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Outro dia, vi uma florzinha daquelas bem bonitinhas. Voltei no tempo e decidi brincar de bem me quer, mal me quer.

Eu fui daquelas crianças que brincou de tudo que toda criança deve brincar. Bem me quer, mal me quer é uma grande bobagem, porque normalmente se você começa com bem me quer, acaba com mal me quer. Depois que você percebe essa lógica, nunca mais vai “perder” para a flor. Mas antes disso, tudo parece ser simplesmente uma resposta do destino. E a infância deve ser assim, cheia dessas besteiras e fantasias.

Portanto, quando eu era criança, essa brincadeira era muitas vezes decisiva na hora de manter ou não esperanças por um boy. Percebem que desde cedo fui uma menina que precisava de respostas. Isso me acompanha até hoje. Nem sempre é bom. Já falei disso aqui.

Mulher é assim. Quando quer, tudo vira resposta. Tudo é um sinal do universo. E tudo conspira ao nosso favor.
Quando estamos apaixonadas, viramos mestres em interpretar atitudes e falas. Ficamos horas conversando com as amigas, destrinchando uma mísera conversa nos mínimos detalhes.

Precisamos de tantos “truques”, pois a arte de se relacionar é o eterno jogo de gato e rato. Aprendemos isso desde cedo.

Vivemos sempre em buscas de respostas. Os mais esperançosos estão sempre dispostos a acreditar que não é falta de interesse e sim de tempo. Somos capazes de acreditar nas desculpas mais bizarras e também somos capazes de inventar as mentiras mais cabeludas.

Uma coisa é certa: nem sempre é fácil contar com o timing do amor, viu?
Parece que os solteiros que se encontram estão sempre querendo coisas opostas. A impressão que eu tenho é que o tal cupido deve estar sempre meio bêbado ou só curte uma treta mesmo. É um tal de quando eu quero, você não quer. Quando você quer, eu não quero.

E assim caminha a humanidade.

Anda complicado achar pessoas que estão na mesmíssima sintonia. Até o amor tem timing. 
O difícil é convencer os solteiros disso. Quer dizer, tem solteiro que não quer ser convencido de nada.

As pessoas têm o costume muitas vezes de quererem estar apaixonadas. E por isso, na maioria das vezes buscamos isso nos nossos rolos. Sem necessariamente estar apaixonado. Nos iludimos com o ideal da paixão.

Acho que a primeira resposta desse processo é entender que tudo bem não me apaixonar por tudo mundo. Às vezes, você tá saindo com uma pessoa por meses e ainda não deu aquele estalo. Talvez nunca dê.

Ou vai que dá, né?
Acho que é com essa esperança que muita gente insiste. Até porque, a humanidade é bastante otimista quando o assunto é amor. 

Antes eu achava que eu precisava necessariamente me apaixonar no primeiro mês para ser verdadeiro. Hoje, acredito que isso pode acontecer ao longo do tempo. O amor não tem é regras.

Pode ser também só uma questão de tempo. Ou medo.

Algumas pessoas têm verdadeiro pânico de se envolverem. Por isso, elas fogem. Ou mantém um comportamento meio bipolar. Elas querem, mas não querem, têm medo e às vezes fingem que não querem. Quem vê de fora é capaz de entender que aquela pessoa está apaixonada, mas ela mesma não é. O ser humano é realmente um bicho complicado.

Esse cabo de guerra tem fim. Lógico. Pro bem ou pro mal. Às vezes, essas pessoas que tanto fugiam, se acham e admitem que se gostam. E às vezes, um cansa e parte para outra.

O primeiro passo de qualquer relacionamento é entender o que você quer daquilo e a partir daí procurar algo semelhante a isso. É fácil? Não.
Mas relacionamentos nunca são, né?

Isso faz parte de um processo. E do amadurecimento.
Acho que com o tempo percebemos que não adianta fugir. Nem do amor e nem do timing.

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