basta querer

O Ministério da Vida adverte que: qualquer relação quando começa tem quatro maneiras de terminar. Você pode encerrar, o cara pode encerrar, os dois podem decidir de forma consensual que não tá dando certo ou ela pode simplesmente não acabar.

Ainda assim, o que fazemos?
Vamos em frente dispostos! Ou pelo menos, deveria ser assim sempre.

Ninguém quer começar algo pensando em como pode terminar. Até porque é muito frustrante estar sempre condicionado a pensar no fim. No entanto, qualquer relação é um risco. Isso pode ser motivo de advertência, mas nunca motivo para deixar de viver.

Mesmo sabendo dos possíveis fracassos, eu me atiro em mais e mais aventuras. Viver é feito disso. Sentir é também isso.
Eu não sou aquela pessoa que mede o quanto cada coisa vale a pena antes de começar. Eu vou experimentando.

Não quero ser cautelosa sempre. Nem consigo. Não sou assim. Talvez até devesse ser mais comedida e cuidadosa com algumas coisas, mas prefiro assim: bem natural! Preciso manter o elemento surpresa, sendo bom ou ruim.

Posso dizer com toda a certeza que nunca deixei de viver uma história que eu quisesse. A opção não sofrer por amor nunca foi considerada. Se eu sentisse que tinha uma chance de viver algo novo, sentir algo novo, eu entrava de cabeça.

Acho que o que muda um pouco com o passar dos anos é que vamos ficando mais calejados para certas situações. Não nos envolvemos mais com tanta facilidade, apesar de buscarmos sempre as sensações. Fica mais difícil se jogar logo de cara, fica mais difícil se apaixonar, mas como tudo na vida: estamos aí tentando.

É claro que quando uma história termina, independente de como, nós acabamos sofrendo. O fim por si só é uma frustração. É algo potencial que não deu certo. Esquecer alguém é uma tarefa impossível. Não somos capazes de apagar lembranças. Tem horas que o que mais queremos é isso, mas não dá. A vida é feita de memórias e momentos.

No entanto, podemos tentar encarar tudo isso de coração mais aberto. Já que não queremos e nem podemos apagar lembranças, por que não só guardarmos as boas? As ruins servem como lição, claro. Mas não se agarre à elas! Não se prenda àquilo que não foi bem sucedido, que não tem fez bem, que não te trouxe paz.

Eu acho que outra coisa que aprendemos ao longo dos anos é que não precisamos de alguém para ser feliz. Devemos ser felizes sozinhos e um alguém bacana é um complemento. Quando passamos a encarar a felicidade assim, ela fica mais viável, mais independente. Aí percebemos que a felicidade está em tanta coisa e o amor também. Basta encarar dessa forma!

Esses dias eu tava pensando: nossa, minha vida tá tão calma. Eu só faço aquelas coisas que gosto, não tô quase bebendo ou saindo para festa, mas tô feliz assim. Tô em paz! Assim sem motivo óbvio, mas com todos os motivos mais óbvios da vida <3

Ô pensamento bom para uma quarta-feira!

 

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