Assistir ou não?

13 reasons why é uma série recente da Netflix que deu o que falar.
Baseada no romance americano de Jay Asher, a nova série da Netflix traz à tona um relato pesado sobre a adolescência. A série conta a história de Hannah Baker (Katherine Langford), de 17 anos, que vê-se destruída a ponto de enxergar apenas uma solução para seus problemas: o suicídio.

Duas semanas depois da morte da jovem, Clay Jensen (Dylan Minnete), colega de classe que nutria uma paixão secreta pela garota, encontra uma misteriosa caixa com várias fitas cassete à porta de casa. Antes de se suicidar, Hannah decidiu narrar em detalhes os últimos meses da sua vida.

Produzida pela cantora Selena Gomez e pelo ganhador do Oscar Tom McCarthy (Spotlight), 13 reasons why tem um elenco composto predominantemente por estreantes.

Eu confesso que ainda não consegui parar para ver a série toda. Os episódios na minha opinião não são tão bem escritos assim e te deixam um pouco perdido na narrativa. Quero tentar dar uma segunda chance porque acho importante refletir sobre o tema.

Sei que o assunto é super relevante e necessário. Acho que antes de mais nada, a série propõe uma discussão super necessária. Os poucos dados que são divulgados indicam que a questão é grave e merece atenção.

No Brasil, pouco se fala sobre depressão, suicídio, ansiedade. Os jornais, inclusive, não notificam casos de suicídio com medo de incentivar outros casos. Entre 1980 e 2012, as taxas de suicídio cresceram 62,5% na população em geral. Na faixa etária dos 15 aos 29 anos, a média aumenta em ritmo mais rápido do que em outros segmentos. São 5,6 mortes a cada 100 mil jovens (20% acima da média nacional). Os dados são da pesquisa Violência Letal contra as Crianças e Adolescentes do Brasil e do Mapa da Violência: os Jovens do Brasil, ambos coordenados pelo sociólogo Julio Jacopo Waiselfisz, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), organismo de cooperação internacional para pesquisa.

O aumento do número de mortes de jovens está na contramão do observado em países da Europa ocidental, Estados Unidos e Austrália, onde os índices vêm caindo. De acordo com o estudo, no Brasil, diariamente, segundo dados oficiais, 32 pessoas põem fim à vida. E podemos supor que o número real de suicídios seja, pelo menos, 20% maior do que isso.

Outro estudo, parte de um extenso programa de prevenção ao suicídio da Organização Mundial da Saúde (OMS) em várias partes do mundo, ajuda a compreender o fenômeno. O projeto envolveu um inquérito em nove cidades dos cinco continentes – no Brasil, foi em Campinas (SP), com 515 pessoas. A pesquisa identificou que, ao longo da vida, 17% das pessoas haviam pensado seriamente em suícidio, 5% tinham chegado a elaborar um plano para tanto e 3% efetivamente haviam tentado se matar. De três pessoas que tentaram o suicídio, apenas uma foi atendida em um pronto-socorro.

 

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