aposta no passado?

Tem aquela frase: quem vive de passado é museu.
Sou da teoria que não só os museus, viu?

Todos nós uma vez ou outra caímos na tentação de resgatar o passado. Pode ser aquele ex-namorado que você acreditava ser o homem da sua vida ou aquele ex-affair que foi interrompido quando você voltou para o tal ex-namorado. Ou simplesmente aquele rolo que nunca desenrolou em nada de fato, aquele casinho do Tinder que ficou no 0x0 e por aí vai.

Quando a gente quer, o passado apresenta inúmeras possibilidades pro presente. Basta buscar!

Gostamos sim de revirar o baú e desenterrar uns fantasmas vez ou outra. Acho que principalmente quando estamos carentes ou recém solteiros. Você há de convir que é mais fácil reestabelecer um laço do que sair por aí caçando gente nova. A tal intimidade, né?

Na hora da busca ativa, arrumamos todo tipo de desculpa para mandar uma mensagem. Às vezes de forma despretensiosa. Ou às vezes, confesso, de caso pensadíssimo.

Mulher é capaz de armar um circo quando quer algo e parecer que não precisou mover uma unha. No melhor dos sentidos. Não se enganem: somos articuladoras de deixar qualquer político de queixo caído! Até forjar encontros somos capazes. Isso eu nunca fiz, mas se tivesse vontade faria. Respeito muito mais quem corre atrás. Às vezes, o destino e o cupido estão ocupados e não dá para contar com os encontros do acaso.

O ponto é: será que vale a pena investir em uma história que ficou no passado? Afinal, figurinha repetida não completa álbum. Tendo a pensar que na maioria das vezes o passado ficou no passado porque tinha que ser assim. Porque a vida se encarregou de mostrar outros caminhos – nem melhores, nem piores. Somente outros.

Ou será que não? Será que são histórias inacabadas com um fim precoce? Ou histórias que têm potencial e mal começaram? No melhor estilo: “mal te conheço, mas já te considero pacas.”

Independente de como é a sua história, se você sente o desejo de procurar, procura. Se joga. Você de fato não tem nada a perder. Ah sim, alguns podem dizer que a sua dignidade está em jogo. Eu sei lá. Eu acho que se você sente vontade de fazer algo e não faz por medo, aí sim que tá perdendo a dignidade.

Essa jornada de volta pro passado tem como objetivo sanar dúvidas. Pode ser correr atrás daquele casinho de duas semanas que deixou gostinho de quero mais ou alguém com mais peso para você. Sabe aquelas pulgas atrás da orelha? Aqueles ‘e se’ que tanto nos assombram? Pois é! Revisitar o passado é ideal para colocar uma pedra definitiva em cima das incertezas que temos. Pro bem ou pro mal.

Esse movimento não é um retrocesso. Eu encarro como um esclarecimento bem-vindo.

Quando estamos falando de babagem emocional de primeira linha, tipo ex-namorados e ex-maridos, é preciso cuidado e muita paciência. Vocês têm uma história. Não poderão ser só sex buddies, por exemplo. Não pode ser uma decisão intempestiva, mas também você não pode se impedir de viver o que tá afim.

Saibam que voltar ao passado às vezes pode ser doloroso, mesmo que de forma esclarecedora! Reviver feridas e tentar remendá-las é certamente mais trabalhoso que iniciar algo do zero. Portanto, pense muito, mas não pense tanto ao ponto de achar que não vale a pena! É aquele velho clichê: tudo vale a pena quando a alma não é pequena, né?

De forma alguma, porém, se force a viver algo para se redimir com o outro. Nesses casos, não há espaço para culpa! Viva porque você quer!
E lembre-se: a história pode acabar pior, melhor, igual ou não acabar! A vida tá cheia de possibilidades.

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3 Respostas to “aposta no passado?”

  1. 13 de abril de 2016

    Ely Responder

    Concordo com vc Paula, às vezes qndo buscamos no passado algo que talvez nos falte hoje ( no caso afetivo), realmente é menos decepcionante do que talvez uma tentativa frustrada no agora. Mas sempre devemos ter o cuidado de não nos machucarmos de novo, digo isso em relação às pontas soltas que deixamos por vários motivos, brigas, ciúmes ou qualquer outro sentimento que levou ao fim tenso ou com muito ressentimento. Mas eu acredito que o passado tem a nos ensinar muito e as vezes essa histórias do passado vem com uma roupagem novo e acaba se revelando uma página nova….

    • 14 de abril de 2016

      paula filizola Responder

      Oi, Ely.

      Concordo. Acho que tem o onus e o bonus de uma relação passada virar presente. Eu experimentei recentemente e não deu certo. Não foi por falta de amor, mas por conta das pontas soltas, como vc falou!

      Vida que segue!
      Obrigada por acompanhar o blog <3

  2. 1 de junho de 2016

    Williamen Responder

    I really like and appreciate your article post.Really looking forward to read more. Fantastic. Bruna

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