apenas verdades

Aquela velha máxima de que tudo estaria como sempre sonhamos aos 30 anos é mentira. 
Será que chegamos até aqui acreditando nisso? Eu achava que estaria casada, com filho já e emprego dos sonhos. Errei.

Quer dizer. Eu acertei.
Eu poderia estar casada e com filho se quisesse? Sim. Mas eu não quero.

Eu posso não saber o que quero exatamente, mas pelo menos sei o que eu não quero.
E com o passar dos anos e o desistir de alguns “sonhos”, vamos entendendo que tudo bem não querer certas coisas, que tudo bem não casar na igreja, que tudo bem não existir só um amor da vida, que tudo bem querer jogar tudo pro alto e começar do zero, que tudo bem estar completamente perdida. Que tudo bem porque tudo isso faz parte da vida.

Sou volúvel sim e daí? Não é do meu signo. Todo mundo é assim. Alguns têm a coragem necessária para jogar a toalha e correr atrás de outras coisas.
Não nascemos para querer todos os dias as mesmas coisas e não nascemos para nos acomodar com qualquer um. Se engana quem pensa que sim!

Pode ser que estejamos felizes no amor, mas aí estamos insatisfeitos no trabalho, ou na dieta ou na academia. O equilíbrio é foda!
Portanto, não se force a estar sempre bem. Viva a fossa se precisar, pois ela também faz parte! 

Somos feitos de fases. Na minha fase atual, confesso que me sinto completamente perdida emocionalmente. Sinto que estou andando em círculos e não estou evoluindo. Sinto que estou presa em uma energia vencida e viciada.

Aí paro e penso: será que é a cidade? Será que sou eu? Será que é o momento?

A verdade é que passamos a maior parte da vida buscando o amor e o equilíbrio. Por isso, nos cobramos tanto quando estamos assim perdidos. É como se não tivéssemos o direito de tentarmos nos achar pelo caminho, porque acreditávamos que nessa “altura do campeonato” já teríamos todas as respostas “certas”.

Não sei direito quem eu quero, quando quero, porque quero. Sei o que quero: quero ser feliz! Como, em qual circunstância, como será esse encontro… bom, aí de fato só o tempo vai poder dizer.

Tá tudo bem errar mil vezes para acertar. Tudo bem se questionar diariamente. Tudo bem querer revolucionar o mundo e dormir o dia todo. Tudo ao mesmo tempo. Tudo bem se sentir em desintonia com o mundo lá fora e tudo bem entrar na pré-crise dos 30. 

Engraçado que na maioria das vezes sabemos racionalmente que tudo é um processo e que tudo bem estar em busca de respostas, mas então, por que diabos ficamos tão ansiosos? Teoricamente, é só esperar que o tempo vai tratar de fazer a mágica acontecer. Mas não tem regra, data certa, prazo de validade.

Somos humanos. Ficamos carentes, perdidos, confusos. Nessas horas, a gente procura quem nos dá mais segurança, com quem temos mais intimidade. Por isso, muitas vezes quando estamos solteiros é tão fácil cair naquela tentação da história antiga. Já falei disso aqui.

Você sabe que não dá certo, pois não estão mais juntos, mas tenta. Às vezes uma, duas, até sei lá três tentativas frustradas. Sem julgamentos. As possibilidades estão aí para serem vividas e por vezes esgotadas. Mas chega uma hora que isso também cansa. São os mesmos caras, as mesmas histórias e as mesmas sensações. 

Normal bater aquela bad de vez em quando. Será que nunca vou encontrar alguém? Será que todos serão felizes menos eu? Será que vou morrer sozinha e ser comida pelos meus gatos?

Será que, será que, será?

Essas são questões da vida. E não pense que é só você que pensa isso. Todos nós pensamos. Em algumas fases mais, outras menos.

Eu acredito muito em energia. Volta e meia me pego pensando que estou sendo “castigada” por possíveis erros que cometi no meu passado amoroso. Mas olha, isso não existe… o que existe é energia ruim parada. Energia que precisa ser renovada. E isso depende da gente. A nossa energia é nossa. Ninguém pode roubá-la ou mudá-la para sempre. O primeiro passo é se perdoar e perdoar o outro. E seguir em frente.

Os novos começos são tão libertadores.
Não se obrigue a sair com alguém por sair. Saia se tiver vontade.
Não se obrigue a ser menos feliz só para fazer alguém feliz.
Não se obrigue a ser menos você para satisfazer o outro.
Não se obrigue a nada. Nunca. Por ninguém.

Não somos de fato obrigados a NADA!

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