amor sem filtro

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A intimidade é consequência direta do convívio. Quanto mais convivemos com uma pessoa e portanto, quanto mais à vontade nos sentimos com ela, mais liberdade teremos para sermos nós mesmas.

Acredite: não somos nós mesmas logo de cara.
E aqui não tô falando dos personagens e joguinhos que algumas pessoas fazem nos primeiros encontros. Tô falando de detalhes de cada um de nós. Detalhes de personalidade, gostos, manias.

Tem sempre alguma coisa que vamos “esconder”. Um gosto musical duvidoso, uma história embaraçosa, uma mania irritante, etc.
O xis da questão é: quando se está o tempo todo com uma pessoa, têm coisas que não conseguimos (e nem devemos) disfarçar.

Eu tenho um gosto musical que muitos chamariam de brega. Na verdade, me considero eclética porque gosto de quase tudo. Isso inclui algumas músicas do Wesley Safadão, sertanejo, brega, funk, Roberto Carlos, Luan Santana, Sandy e Junior, Ivete Sangalo e por aí vai. Até ACDC, REM, Nirvana. Como eu disse, gosto de um pouco de cada coisa.

E sempre tive um pouco de vergonha desse meu lado. Meu pai é um cara de gosto musical mais “refinado”, assim como minha irmã. E a maioria das pessoas se sente importante porque curte este ou aquele som.

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Não sei se sou eu que sou traumatizada com este assunto de música ou se é sempre assim, mas sinto que as pessoas se sentem superiores por terem um gosto musical sei lá mais pro rock.

Eu considero música muito importante. E principalmente num relacionamento. Imagine as viagens de carro?
Quando viajava com meu pai e minha irmã, ele sempre deixava ela escutar os cds dela, mas nunca os meus. Justiça seja parcialmente feita: ele fazia playlists para mim com músicas dele que ele sabia que eu gostava.

Acho que o mundo hoje está muito pouco tolerante com as diferenças. E o gosto musical é só uma parcela mínima disso.
Sim, as pessoas julgam demais as outras.

A música neste post é uma metáfora para coisas maiores em um relacionamento. Mas para mim, ela sempre serviu meio que como um termômetro.
O ponto é: o amor verdadeiro é o amor comum, das coisas rotineiras. A música está entre essas coisas.

Pessoas que te amam de verdade vão te amar gostando de música assim ou assado, vão te amar descabelada, desarrumada, doente.
Os looks chiques, as lingeries, os jantares caprichados fazem parte das exceções e datas especiais de um relacionamento. O dia a dia é onde o amor às vezes é mais difícil, porém mais verdadeiro.

Não deixe de ser você 100% por medo.
Ser um personagem é fácil por 2 dias, morando em casas separadas, mas imagine o tempo todo?

Seja você. Seja cada dia mais você!

 

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