amor dos pequenos grandes gestos

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Há uma relação direta entre um tipo de amor (que muitos idealizam) e os desfiles de escolas de samba no Carnaval.
Acham que eu viajei agora, né? Mas não.

Sabe aquele amor grandioso, chamativo e que causa inveja? Pois bem. Tem gente que só nota o amor quando é cheio de enfeites e purpurina. Tipo carro alegórico que quanto mais cheio de parafernálias melhor!

Um desfile na Sapucaí é cheio de grandes momentos. Momentos de tirar o fôlego. E tem quem ache que o amor é feito de grandes gestos. Somente de grandes gestos. Os desfiles na Sapucaí, por exemplo, são espetáculos passageiros.

A maioria das mulheres espera a vida inteira por um amor assim: de tirar o fôlego! Idealizamos pedidos de casamento cinematrográficos, eternos beijos de tirar o fôlego, serenatas e todas essas coisas que normalmente acontecem nos filmes.

Isso seria tipo um namoro desfile. Sempre recheado de grandes gestos e momentos.
Essas atitudes são charmosas e gostosas, claro. Quem não gosta de ser paparicado? Mas será que o amor assim se sustenta a médio/longo prazo?

Eu acho que não. Amores assim funcionam, na maioria das vezes, como o Carnaval: tem fim!

Eu acho toda forma de amor maravilhosa. Por como vocês já sabem eu sou a maior entusiasta do amor que existe! Mas confesso que nem sempre esse tipo de amor me convence.

Claro que entendo que casais apaixonados gostem de proclamar o amor abertamente. Acho lindo, mas o amor mais bonito para mim é aquele que ninguém vê. Aquele do casal. É o amor do dia-a-dia, da rotina, do sossego.
Esse fim de semana escutei uma frase que faz muito sentido: se você quer ver se uma relação tem futuro, teste ela morando junto com a outra pessoa. Nos dias bons e ruins, o amor tem que estar presente naquele local. É a certeza de que naquele espaço tem que haver respeito, tesão e parceria.
O amor dos grandes gestos é o amor de quando está tudo maravilhoso. Mas no amor de verdade, temos que aprender a lidar com as diferenças, com as chateações do dia a dia e nem sempre isso é bonito de mostrar, né?
Gosto de histórias reais de amor. Casais reais. Casais apaixonadas sim e amorosos, mas acima de tudo casais cúmplices.
Essa para mim é a maior definição de amor: cumplicidade.
Sabe aqueles casais que você olha e sabe que eles se sentem pelo olhar? É quase uma telepatia.
É o amor com carinho generoso, o olhar cuidadoso e o pensamento sempre no outro.
O amor menos valorizado pelas pessoas é o mais verdadeiro.
É a partir do silêncio, muitas vezes, que encontramos a essência.
 

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