a paz no amor

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Tem gente que acha que a calmaria não é sinônimo de amor. Talvez essas mesmas pessoas acreditem que a rotina no amor é um tédio. Muitos defendem que para sentir o amor, ele precisa ser intenso e dramático.

Eu discordo.

 

O amor deve ser intenso sem ser tenso. Tem quem ache que estar apaixonado é sentir sempre aquela sensação de desconforto, ansiedade, o que muitos confundem com as tais “borboletas no estômago”.

 

É, eu discordo.

Eu fui essa pessoa por muito tempo. Não conseguia viver relações que me trouxessem só sensações boas. Talvez achasse monótono. Sou uma pessoa de natureza agitadíssima, portanto coisas muito paradas nem sempre me convencem.

Penso que inconscientemente julgava relações assim menores do que as outras coisas. Eu sou exagerada e dramática por natureza, então sempre vivi tudo ao extremo. Ou amava muito ou não amava nada. Ou queria perto ou queria longe. Talvez por isso, relações mais estáveis me incomodassem.

Eu não sabia viver de outra forma, porque nunca tinha me permitido experimentar.

 

Recentemente, almoçando com um amigo meu, com mais experiência afetiva (ele tem mais de 60 anos), ele disse que todos – em algum momento da vida – vivem paixões descontroladas. Aquelas que não sabemos explicar como, que nos sufocam, mas não sabemos viver sem e trazem sofrimento. A médio/longo prazo isso nunca vai ser sustentável. Paixões assim não viram amor e dificilmente se transformam em relacionamentos duradouros.

Talvez as mesmas pessoas que pensem que o amor precisa ser arrebatador o tempo todo, achem natural sentir ciúmes em excesso ou proibir algo. O amor proibitivo não é amor. É posse. É descontrole. É qualquer coisa menos amor. Normalmente, relacionamentos assim estimulam a ansiedade descontrolada. O amor ansioso também é angustiante.

 

O amor assim é tóxico.
Já tive um relacionamento assim. Em que eu ficava tão ansiosa que desenvolvi uma úlcera. Literalmente.

 

O amor verdadeiro não é um extremo nem outro. Ele não é caótico a ponto de dar agonia e nem calmo ao ponto de sentir tédio.
Hoje eu percebo isso.

 

Continuo ansiosa, extremista, ciumenta.
O que mudou?

 

A minha forma de encarar as relações. E as doses de preocupação que dedico as coisas. 
Hoje priorizo quem me traz paz.

 

O relacionamento mais saudável que tive até hoje foi também o mais calmo. E ainda é.
E dou o maior valor para isso. Para ele. Para calma dele.

 

Algumas pessoas têm um vulcão interno. Eu sou uma dessas pessoas.
E para cada uma dessas pessoas, existe uma pessoa que funciona como calmante natural.

Isso não quer dizer que são pessoas monótonas. Quer dizer que são pessoas com o poder de te acalmar. Talvez essa seja a combinação perfeita pro amor!

 

 

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