A maratona que deixei pra trás

Primeiramente, o motivo desse post é de muita felicidade.
Muita mesmo.

Estou escrevendo também para me “justificar” pelo sumiço essa semana com o blog e principalmente com os posts do Maratona da Paulinha. Sei que algumas pessoas sentiram falta <3 Tão perto da maratona, né? E tem quase um mês que parei de postar foto de treinos, etc.

Pra aqueles que esperavam fotos da medalha deste domingo, lamento.

Não vou correr a maratona de POA 2017.
Não serei uma maratonista. Pelo menos por agora.

A verdade é que sinto que essa maratona nunca foi minha de fato. Eu sou uma pessoa muito de energia e nunca senti que seria dessa vez. Eu não falava disso, claro. Afinal, quando colocamos certos receios pra fora eles ganham força né? E aí fica mais difícil de lidar.

Até dia 12 de maio, achava que correria na prova. Iria pra completar, mas caso não desse, faria meu possível até o km que eu conseguisse. Já havia dito isso aqui. Vocês acompanharam essa agonia.

Foi um ano difícil de treinos. Um ano difícil de segurar a boca. Não tive a disciplina que precisava ter. Via outras pessoas treinando com sangue nos olhos e apesar de não ter deixado de treinar um único dia, simplesmente não encontrei o foco e a disciplina na medida que precisava para completar uma prova tão dura.

Eu treinei até o dia 12 de maio. Fiz funcional como toda segunda, quarta e sexta. No dia anterior fiz um treino de tiros. Como sempre questionei se estaria pronta pra maratona. Faltava menos de um mês. Meu corpo já indicava sinais profundos de cansaço.

Culpei o período pré menstrual. Sempre treinei, mesmo com rendimento ruim, mas a semana do dia 08 de maio a 12 de maio foi estranha. Nada encaixava. Deveria estar entregando 26km e eu mal fechei 8km em um dia.

O resumo disso tudo é que depois de 10 dias de menstruação atrasada, culpando o estresse prémaratona, eu finalmente me rendi e tirei a dúvida: não faria mesmo a maratona. O medo que tive esses meses todos de não completar por lesão ou por volta de condicionamento foi furado.

Dia 11 de junho não completarei 42kms e sim 10 semanas de gravidez.

É, a vida é mesmo uma caixinha de surpresas. Mas Deus sabe o que faz perfeitamente. Não sofri por deixar essa maratona pra trás. Ela nunca foi minha.

Quem sabe daqui um ano estarei correndo e dedicando a medalha para a Sofia, né?
Que venha mais uma menina incrível para encher o mundo de girl power, de ideias geniais, de feminismo, de amor. Que Sofia transborde amor e saúde.

<3

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