a falta que o álcool nos faz

Não queria ser a pessoa que vai dizer isso. Logo eu que bebo tão pouco. Mas preciso dividir com vocês uma conclusão: o consumo de álcool faz toda diferença no sucesso de um primeiro encontro.

Queria ser uma pessoa evoluída que não precisa de álcool no primeiro encontro. Queria de verdade, até porque sou super diurna. Adoro programas ao ar livre, tipo correr no parque, andar de bicicleta, ir a uma exposição, etc. Nada disso combina com álcool.

É, sou controversa nesse sentido, pois bebo super pouco. Ainda assim, reconheço a diferença que uma taça de vinho produz em mim. Taí um ponto positivo disso tudo: não preciso de grandes quantidades. Uma ou duas taças já me deixam soltinha.

É ruim pensar que tenho que recorrer ao álcool para ficar mais solta na primeira vez que saio com alguém, mas preciso ser realista. Sou tímida assim de primeira, envergonhada e o álcool é o maior lubrificante social já inventado. 

Eu sei que para muitos essa conclusão pode parecer atrasada ou até mesmo óbvia. Sempre achei que me sairia bem só indo ao cinema ou saindo para tomar um café. Mas pela experiência de solteira, insisto em pensar que o álcool realmente ainda é a melhor saída para transformar um primeiro encontro de algo sem jeito para uma noite super agradável. 

O álcool derruba todas as barreiras que a inibição levanta. Nos ajuda a ser ousadas. A dar aquele beijo que tá demorando, a mandar a mensagem que queremos, a chamar um gatinho pra sair. A fazer umas loucuras. Loucuras no bom sentido.

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A escolha do cinema em si é arriscada. Cinema é um programa complicado para um primeiro encontro. Não sei bem qual o protocolo. Você troca poucas palavras com a pessoa e aí fica duas horas assistindo um filme. E quando o filme é ruim? Na minha idade, as pessoas não se pegam mais no cinema no primeiro encontro. Talvez pegue na mão, role um carinho, mas não rola mais aquele amasso intenso, né? Pelo menos não comigo. Eu assisto ao filme. Cinema hoje em dia tá caro! haha.

E aí depois de duas horas assistindo literalmente o filme, o date pode evoluir ou não. Se houver álcool depois, as chances são maiores. Talvez essa seja a diferença entre um homem e um moleque. O homem oferece para te levar pra jantar e tomar um vinho. Talvez as intenções sejam menos nobres, é verdade, mas pelo menos estamos alimentadas e bebinhas.

Eu acho que caras mais velhos sabem bem dessa regra do álcool. Não é só uma questão de utilizar-se dos benefícios do álcool. É uma questão de saber beber bem. Um cara mais velho vai saber apreciar um gin tonic – aka meu drink favorito (Sim, mas o blog chama-se Love Mojitos. Detalhes da vida.) Não só vai gostar, como vai ter as manhas de fazer um bom drink para você beber. Ou um mojito legítimo. Ah, nada como um drink de qualidade. Nada como um cara que tem uma boa garrafa de gin em casa, né? Ele ganha pontos comigo.

É por isso que acabo curtindo os caras mais velhos do que eu. Normalmente eles são mais galanteadores no primeiro encontro. Galanteador é uma palavra de tiozão, né? Tô nem aí! Por terem mais experiência, acabam fazendo com que o encontro seja mais legal, a conversa flui mais fácil, tem bebida, etc. É uma visão talvez preconceituosa da minha parte ou sei lá limitada, mas é a impressão que tive até hoje.

Claro que depois que começa a fluir e existe mais intimidade, não é preciso bebida. Um vinhozinho, quem sabe, é um complemento gostoso para um jantar a 2, mas aí a bebida entra como acessório. Vocês já estão mais soltos. Já se conhecem um pouco. Quebraram o gelo.

O pior é beber no primeiro encontro, transar, dormir juntos e acordar no dia seguinte para tomar café. A luz do dia muda TUDO!
Aín sim é tenso controlar a timidez. Mas esse papo fica para outro dia 😉

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2 Respostas to “a falta que o álcool nos faz”

  1. 27 de abril de 2016

    Luciano Pires Responder

    Putz!
    Essa é, com certeza, a coisa mais bem escrita q li no ano.
    Seu relato é muito visual. Tem cheiro e gosto de realidade, mas é bem melhor do q ela pq é engraçado, descontraído.
    Sou um jovem senhor, um clássico contemporâneo meio desbotado (arrisco!) e me identifiquei bastante com as situações e com as bebidas!

  2. 27 de abril de 2016

    Ely Responder

    Talvez faça realmente uma enorme diferença, não posso dizer que sim pq não bebo, mas realmente ajuda a derrubar, pq o primeiro encontro é sempre muito mais difícil, e talvez o álcool ajude a destravar as pessoas… E imagino como deve ser muito louco vc dormir com uma pessoa e acordar e olhar pro lado e pensar: meu deus…kkkk…abraços

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