a dimensão paralela da madrugada

Na série “How I met your mother”, o personagem do Ted Mosby tem uma teoria de que nada bom acontece depois das duas da manhã.
Acho que todos nós que já bebemos com o celular na mão podemos atestar a veracidade dessa teoria, né?

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Álcool e carência na madrugada andam sempre juntos! SEMPRE!
Por aqui, confesso: adoro o combo bebida + celular na mão na balada. Se não der match, pelo menos garante boas histórias.

Há diversas situações que podem acontecer. Desde ligar para o ex até mandar uma mensagem comprometedora para o boy que você tá afim.
O pior é não lembrar no dia seguinte. Nessas horas a melhor postura é: se colar colou. Se não colar, se faz de louca.

A madrugada funciona como uma dimensão praticamente paralela da realidade. Tudo fica diferente nesse horário. Quando se tem bebida envolvida, a máxima – muito comum em filmes e séries – de que “o que acontece em Vegas fica em Vegas” passa a ser lema para qualquer baladinha.

De madrugada, na maioria das vezes tendo bebido, podemos nos sentir mais livres para finalmente sermos sinceros. E isso não é nenhum bicho de sete cabeças! Dependendo do que fazemos, eu não chamaria isso de cagada ou merda. Fica tudo mais fácil, mais claro, mais livre. É a tal da outra dimensão. Você tá ali, bêbada, frágil e com o celular na mão. Quer mais o que? Cenário perfeito para fazer aquilo que sempre teve vontade, mas a vergonha e/ou bom senso te impediam.

Tente se declarar para um boy na segunda-feira, por exemplo. Tarefa difícil. No entanto, no sábado a noite fica bem mais fácil.
A luz do dia traz um peso bem maior de responsabilidade para nossas decisões.

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A verdade é que somos bem mais divertidos quando estamos bêbados.
Com a bebida, perdemos todos as nossas inibições e ganhamos quase que super poderes. Nesses casos, os dedos ganham vida própria. É aquela velha desculpa: era o álcool falando por mim. 

Eu tenho um agravante. Eu mando a mensagem e deleto logo depois. É como se já estivesse antecipando a vergonha que sentirei no dia seguinte. Quando bebo, a primeira habilidade que perco é saber digitar as palavras corretamente. Obviamente, junto com ela, perco também qualquer vergonha e bom senso! Portanto, fiquem longe dos celulares porque é capaz de vcoês receberem áudios engraçados meus.

Vamos a exemplos do que sou capaz de escrever – a clássica é: “Não precisa resp nde”

A agonia da ressaca moral é grande. Agonia de saber se a pessoa respondeu ou não, agonia de lembrar da mensagem que mandei.  Se no dia seguinte, eu lembrar vagamente o que fiz e em seguida receber uma mensagem da pessoa, eu fico horas para abrir. Acreditam? Sem coragem de enfrentar o potencial não.

Às vezes, somos positivamente surpreendidos por uma mensagem de madrugada. Claro que se você estiver na night é bem melhor, né? Porque vocês estarão mais facilmente na mesma vibe. De repente dali já surge um convite 😉 Não tô dizendo que vão casar, mas quem sabe não rola uma aproximação mais consistente ou uma noite divertida?

A bebida na verdade é um facilitador de algo que existe em você e está travado por conta de alguma barreira. Sendo a timidez a MAIOR DELAS.

Muita gente não acredita, mas eu sou bizarramente tímida com aqueles que não conheço. Se eu gostar de um carinha, quando encontro não consigo olhar nos olhos. Juro! Esse é meu nível de timidez. Nível ensino médio, eu sei!

Eu não tenho o menor jeito para flertar, muito menos na balada. Nessas horas, claro, a bebida é minha aliada. Sou uma negação desde adolescente. Por mensagem sou ótima, mas vai tentar pessoalmente? Mudo de um jeito.

A verdade é que não queremos ter que depender da bebida para fazer algo. A verdade é que nem gosto de beber tanto a ponto de esquecer do que fiz. A verdade é que muitas vezes usamos isso como desculpa. É mais justificável, né? Afinal, todo mundo entende porque já passou por isso.

Eu sou super a favor de falarmos as coisas que queremos, mas confesso que muitas vezes foi bem mais fácil falar certas coisas sob o efeito do álcool. O álcool ajuda também nos primeiros encontros. Já falei disso aqui (Releia!)

Apesar dos pesares, pode haver um final feliz oriundo de uma mensagem bêbada. Uma troca de mensagens aqui, um encontro ali e quem sabe não nasce uma história? Lembrem-se: não há regras!

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Uma resposta to “a dimensão paralela da madrugada”

  1. 15 de junho de 2016

    wellington Responder

    Tem tbm aquela de quem nunca mandou aquele snap privado pro boy crush na madrugada, por engano?!Já na intenção de uma paquera.

    Beijos Paulaaaaaaa, well!

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